Eu estava no meu camarote imaginário, taça na mão e um olho no celular, quando apareceu esse movimento de hotelaria que tem cheiro de negócio grande, pista quente e executivo querendo dormir com padrão internacional a dois passos do embarque. Meu povo, a HCC Hospitality resolveu colocar R$ 94 milhões na mesa para trazer a bandeira Hilton Garden Inn para Florianópolis. E aí eu já precisei sentar para processar, porque isso aqui tem cara de capítulo novo naquela novela chique em que aeroporto deixa de ser só passagem e vira endereço cobiçado.
O projeto foi anunciado em parceria com a Hilton International e tem abertura prevista para 2028. O hotel será erguido ao lado do terminal do Floripa Airport, dentro do sítio aeroportuário, com investidores como Plenaventura e VGomes entrando no jogo. A aposta mira dois públicos que adoram andar juntos sem admitir, o viajante de lazer e o povo dos negócios, especialmente numa região impulsionada pelo polo tecnológico de Santa Catarina. Eu adoro esse tipo de operação que já nasce com cara de cálculo frio e pose de grande estreia.
A justificativa vem toda embalada em número, e número, meu amor, quando aparece bonito em release, vale quase como figurino de gala. Florianópolis fechou o último ano com mais de 5 milhões de passageiros no aeroporto e se consolidou como o terceiro maior do país em movimento internacional, puxado por rotas diretas para Lisboa e Panamá, além de novas conexões com destinos do Mercosul. A cidade vira destino híbrido, como disse o CEO Elias Rodrigues, porque atende quem chega a trabalho e quem desembarca para descanso. Em bom português de fofoqueira de elite, Floripa virou o tipo de lugar que quer ser praia de dia e planilha premium à noite.
Na infraestrutura, o pacote vem bem montado. O Hilton Garden Inn Florianópolis terá 288 apartamentos, área de convenções, espaços de coworking, restaurante 24 horas e academia de alta performance, aquele combo desenhado para o viajante moderno que troca mimo por praticidade sem fazer escândalo. Elias Rodrigues ainda faz questão de dizer que o hotel nasce com compromisso ambiental, seguindo linhas de empreendimento ecológico, sustentável e de segurança. E Ricardo Gesse, da Zurich Airport Brasil, puxa o discurso de desenvolvimento imobiliário sustentável para reforçar que o aeroporto quer se firmar como hub do Sul do país, o que é uma frase que o mercado adora e a cidade escuta com brilho no olho.
A HCC Hospitality, para completar o currículo, diz que já soma 25 anos de história, opera 12 hotéis e tem 19 contratos assinados para expansão nacional. O grupo ainda exibe marcas próprias como Qoya e Bleev, além das parcerias com redes internacionais, então não está chegando de salto baixo nem fazendo figuração nesse salão. Eu olho para isso tudo e vejo uma coisa muito clara, Florianópolis está deixando de ser só destino bonito para virar personagem ambiciosa de série cara, dessas que querem business, turismo, tecnologia e bandeira global no mesmo enquadramento.