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Kátia Flávia
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Herança de Miguel Abdala Netto vira guerra judicial e Suzane von Richthofen corre para assumir o inventário

Morte ainda sob investigação, família rachada e uma corrida silenciosa ao fórum. A disputa pelos bens de Miguel Abdala Netto saiu do velório direto para a Justiça. As informações são do jornalista Ullisses Campbell, do O Globo.

Kátia Flávia

14/01/2026 11h30

Suzane von Richthofen, condenada por ordenar o assassinato dos pais, disputa uma herança de R$ 5 milhões deixada por seu tio Miguel Abdala Netto

Suzane von Richthofen, condenada por ordenar o assassinato dos pais, disputa uma herança de R$ 5 milhões deixada por seu tio Miguel Abdala Netto. Fotos: reprodução/O Globo

Amores, essa história já começou torta e só piora. A morte de Miguel Abdala Netto, encontrado sem vida dentro da própria casa no Campo Belo, em São Paulo, mal tinha sido assimilada e o assunto herança já estava na mesa. Sem filhos, pais ou irmãos vivos, o patrimônio virou alvo imediato de uma briga que ninguém finge mais que não existe.

A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita e aguarda os laudos finais. Uma fonte do IML trabalha com a hipótese de ataque cardíaco fulminante, sem sinais aparentes de violência. Mesmo assim, o clima em torno do caso é tudo, menos pacífico.

Na linha sucessória, os sobrinhos aparecem à frente dos primos. É aí que entram Suzane von Richthofen e o irmão, Andreas. Sem testamento, a herança tende a ficar com eles, dentro do que a lei permite. E Suzane não perdeu tempo.

Ela já entrou com pedido judicial para obter a tutela do cadáver e tentar se tornar inventariante, movimento que acelerou a disputa e empurrou o caso direto para o Judiciário. O gesto caiu como bomba entre os demais parentes.

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Miguel não deixou filhos, cônjuge nem pais vivos, o que abre espaço para que Suzane possa pedir judicialmenre a herança. Fotos: reprodução/Mais Novela

A prima Silvia, que manteve um relacionamento de 14 anos com Miguel, reagiu com indignação. Disse que esteve sozinha no cemitério, falou em fazer justiça e relembrou o medo que ele tinha de Suzane. Segundo ela, Miguel nunca escondeu a antipatia, nem a desconfiança em relação a qualquer aproximação envolvendo dinheiro.

A tensão também chegou à casa onde ele morava. A chave do imóvel está com um vizinho, que só aceita entregá-la mediante ordem judicial. Silvia e Suzane tentaram acesso em momentos diferentes. Ninguém conseguiu entrar. O clima virou de guerra fria, com advogado de um lado, advogado do outro e silêncio absoluto no meio.

Há ainda relatos de que Miguel desconfiava da gravidez de Suzane e temia que isso fosse usado como argumento para reaproximação e acesso ao patrimônio, avaliado em cifras milionárias.

Resumo da ópera. Uma morte cercada de perguntas, uma herança que virou campo de batalha e uma família que trocou o luto pelo fórum. Agora é a Justiça quem decide. O resto é tensão, desconfiança e um caso que promete render capítulos longos e nada discretos.

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