Hélio Vargas empacotou a mesa depois de 15 anos comandando os bastidores do Domingão com Huck e entregou as chaves da direção artística pra Clarissa Lopes. A Globo chamou de saída amigável, mas amizade raramente vem com data marcada, sucessora escalada e contrato encerrando bem no fim de julho.
A movimentação vinha sendo arquitetada em silêncio nos últimos dois meses, enquanto Vargas seguia trabalhando como se nada estivesse prestes a mudar de lugar. Ele até deixou três edições prontas pra cobrir as férias de Luciano Huck, presente de despedida digno de quem sabe fazer a própria saída parecer generosidade pura. A direção geral, aliás, ficou fatiada entre Daniel Faria e Barbara Maia, prova de que ninguém nessa história ficou com o poder inteirinho na mão.

No Instagram de Hélio Vargas, silêncio de cortar o clima, nem uma story de agradecimento circulou até agora. Clarissa Lopes também não soltou uma linha sobre a promoção, postura de quem já aprendeu que rede social é terreno minado em época de troca de cargo. As páginas de fofoca da televisão já farejaram o gelo entre os dois, e a internet, saudosista, decretou luto por mais um cenário que muda sem aviso prévio.
Eu estava em casa, no Cosme Velho, taça de espumante numa mão e celular na outra, discando pro Hélio feito repórter raiz. Ele não atendeu nenhuma das minhas ligações, e olha que liguei com nome salvo e tudo.

Meu veredito é simples, quem sai calado tem sempre mais história pra contar depois. Clarissa assume o comando em 16 de agosto, dia de estreia da Dança dos Famosos, e a plateia vai estar de olho tanto em quem dança bem quanto em quem ainda guarda mágoa nos bastidores. Aposto a manicure que essa despedida elegante ainda vai render capítulo.