O telefone tocou lá em Cosme Velho com uma missão sagrada: Agnaldo Silva estava sendo convocado para jantar e trazer as últimas fofocas de Três Graças na mala. Porque essa novela, dita assim entre quatro paredes e com o vinho aberto, foi muito além do que Vale Tudo ( me perdoe , Manuela Dias!) entregou.
A semana fechou com Ferette encurralado, Arminda com mandado de prisão nas costas e a Chacrinha tomando partido de Gerluce de um jeito que fez o coração acelerar.
O plot virou de cabeça para baixo quando Helga, humilhada por Arminda numa cena que doeu de assistir, decidiu mudar seu depoimento sobre as mortes de Célio e Edilberto. Arminda tentou usá-la como peça, a peça se recusou, e agora a vilã está escondida no ferro-velho com mandado de prisão expedido. Ferette, sem a delegada Marise na manga depois do afastamento dela, convocou Samira para acabar com Gerluce e armou plano para atrair a mocinha. Samira e Lucélia se enfrentaram, Ferette teve que intervir, e a Chacrinha, que conhece a verdade no fundo do coração, foi às ruas protestar pela liberdade de Gerluce.

A virada de Helga é a peça que faltava no tabuleiro. Uma funcionária que engoliu sapo por tempo demais e chegou no limite é mais perigosa do que qualquer delegada comprada. Arminda construiu um esquema inteiro sobre intimidação, e a primeira rachadura veio de quem ela menos esperava. Ferette sem aliada institucional é Ferette exposto, e bandido exposto erra. O protesto da Chacrinha transforma Gerluce em causa coletiva, e causa coletiva em novela não perde.

Que Arminda sinta o chão ceder embaixo dos pés, que Ferette descubra o que é ficar sem rede de proteção, e que Gerluce veja a Chacrinha do lado de fora das grades logo. Três Graças entregou uma semana de novela raiz, densa, com personagens de verdade e vilania que dói. Agnaldo, pode vir jantar. O assunto não vai acabar antes da sobremesa.