Minha gente, segura esse combo latino porque Vagabundo não só subiu as paradas, ele escalou, dançou, requebrou e ainda pediu um vinho mendocino pra comemorar. Gusttavo Lima, o Embaixador que não precisa nem de passaporte pra dominar país nenhum, se juntou ao porto-riquenho Luis Fonsi e a desgraça da boa vizinhança musical foi feita. Resultado: a Argentina se rendeu. Beijou o chão. Pagou promessa. O hit é simplesmente o mais executado no país, liderando tudo que é chart, playlist, guaraná, chimarrão e corredor de rádio.
E não é pouca coisa não. A mistura safadíssima de cúmbia com sertanejo moderno fez o público argentino esquecer as mágoas, os boletos e até a rivalidade futebolística. São mais de 25 milhões de views no videoclipe no YouTube, três dias seguidos no Top 1 da Billboard latino-americana e aquela sensação de que se os dois respirarem juntos de novo, o continente para.
E segura esse veneno: Fonsi apareceu no show do Embaixador no Allianz Parque, em São Paulo, no tal do EmbaixaTour Classic, diante de mais de 50 mil almas berrando. Os dois subiram juntos no palco num negócio tão elétrico que parecia final de Copa. Meteram Vagabundo pra jogo e a plateia entrou em estado de possessão dançante. Uma coisa linda e um pouco indecente, como toda boa música latina deve ser.
No fim, o recado é simples: quem achou que Balada Boa e Gatinha Assanhada tinham feito estrago internacional, espere o próximo capítulo dessa sociedade musical que está botando fronteira pra dormir no sofá. Porque quando Gusttavo e Fonsi se unem, até a milonga se arrepia.