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Kátia Flávia
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Gusttavo Lima é condenado por expulsar mulher que jogou água e revolta

Justiça manda cantor e hotel pagarem R$ 5 mil à espectadora retirada do Réveillon após Gusttavo afirmar que ela jogou água nele três vezes. Decisão me deixou passada em Sintra.

Kátia Flávia

06/10/2026 16h00

Gusttavo Lima durante apresentação em show

Gusttavo Lima durante apresentação em show

Eu estava em Sintra, livro aberto no colo, quando li que meu muso Gusttavo Lima foi condenado junto com o Marina Park Hotel a pagar R$ 5 mil por danos morais a uma mulher retirada de seu show no Réveillon de 2022 para 2023, em Fortaleza. Fechei o livro. Abri o WhatsApp. Quase liguei para Andressa Suita. Porque essa história conseguiu me tirar do sério a milhares de quilômetros de distância.

Vamos ao detalhe que me deixou possessa. Segundo Gusttavo afirmou no próprio palco, a espectadora havia jogado água nele repetidamente. “Você jogou água em mim, uma, duas, três vezes”, disse o cantor antes de pedir que ela fosse retirada. Três vezes. Em que momento comprar ingresso passou a incluir autorização para jogar qualquer coisa em quem está trabalhando?

Gusttavo ainda deu uma bronca pública. Disse que respeito era o mínimo e afirmou que a mulher não o tinha. Foi justamente a maneira como tudo aconteceu diante do público que entrou na discussão judicial. A espectadora alegou constrangimento, ataques nas redes sociais e abalos psicológicos depois da repercussão.

A defesa do cantor sustentou que a retirada ocorreu por questão de segurança e alegou culpa exclusiva da mulher. Mesmo assim, a Justiça do Piauí julgou a ação parcialmente procedente e determinou que Gusttavo e o hotel paguem R$ 5 mil por danos morais. Ela havia pedido R$ 500 mil, além de reparação por danos materiais. Esse último pedido foi negado.

Pois quase procurei Andressa Suita para avisar que, desta janela de Sintra, estou do lado do marido dela nessa confusão. Não consigo comprar a ideia de que alguém possa jogar água repetidamente em um artista e que a reação de interromper o show e mandar retirar essa pessoa seja tratada sem colocar esse comportamento no centro da história.

E ainda não acabou. O advogado da espectadora informou que pretende recorrer por considerar os R$ 5 mil insuficientes diante da repercussão e dos danos que ela afirma ter sofrido.

Continuo passada. Palco não dá ao artista licença para tudo, evidentemente. Mas ingresso também não transforma espectador em proprietário de quem está lá em cima. Se alguém joga água uma, duas, três vezes e acaba fora da festa, minha surpresa não é com a expulsão. É com essa história ter atravessado três réveillons e terminado em indenização.

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