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Kátia Flávia
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Guerra santa do INSS: Malafaia x Damares vira novela bíblica no Congresso

Quando o dízimo encontra a CPI, o púlpito racha, a moral evapora e o barraco vira capítulo diário.

Kátia Flávia

16/01/2026 14h11

Quando o dízimo encontra a CPI, o púlpito racha, a moral evapora e o barraco vira capítulo diário.

Amores, senta que lá vem culto com plot twist. A CPI do INSS resolveu puxar o tapete do altar e o resultado foi uma briga de incenso no ar. De um lado, Silas Malafaia, o Xerife do Rebanho, dedo em riste, microfone ligado e paciência zero. Do outro, Damares Alves, a Profetisa da CPI, jogando luz onde ninguém queria lanterna.

Tudo começou quando Damares, em entrevista ao SBT News, soltou a bomba santa. Segundo ela, relatórios da CPMI do INSS indicam que grandes igrejas e grandes pastores aparecem nas investigações de descontos irregulares que sangram aposentados. E ainda contou do bastidor sujo, pressão pra não revelar nomes porque os fiéis ficariam tristinhos. Tristes, amores, não. Traídos.

Malafaia ouviu, respirou fundo e entrou no modo ataque total. Vídeos, posts, lives, aquela coisa toda. Chamou Damares de leviana, linguaruda e agora cínica, exigiu nomes, provas, CPF, RG e até batismo autenticado. Disse que ela mancha os evangélicos, que joga política em cima da fé e que não merece o crachá gospel. Tradução do drama, mexeu no cofre, mexeu com o nervo.

Aí veio o capítulo seguinte da novela. Damares respondeu com papel, timbre e lista. Publicou requerimentos da CPI com pedidos de convocações e quebras de sigilo baseados em inteligência financeira e dados fiscais. Não é fofoca de corredor, é protocolo. Entre os citados, líderes ligados a igrejas poderosas e conexões com o mercado financeiro. O reino das fraudes não é improviso, é estrutura. Amém.

No meio do surto coletivo, o bolsonarismo gospel mostrou rachadura rara. Malafaia tenta blindar os púlpitos estrelados, Damares tenta sustentar a pose de paladina ética sem perder a tropa. E os fiéis? Descobrem que os humildes aposentados, sempre usados como slogan, viraram as vítimas preferenciais do esquema.

Resumo da ópera, ou melhor, do culto. A CPI escancara que fé e dinheiro, quando se misturam sem fiscalização, viram tentação grande demais. E quando dois líderes brigam pelo monopólio da moral, a plateia percebe que o sermão era marketing. Próximo capítulo promete. Preparem o popcorn ungido.

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