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Kátia Flávia
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Grupo de Mídia renova cúpula e relança cursos com pesquisa Ibope nas mãos

Com Guilherme Cavalcante da W+K na presidência e Aline Velha do Nubank na vice, o GMSP acaba de tomar posse com a mais diversa diretoria da história da entidade, trazendo no bolso um diagnóstico Ibope que confirma o que o mercado sussurrava nos corredores há anos. E olha, quando o mercado finalmente lê em voz alta aquilo que só falava em off, a coisa ficou seria

Kátia Flávia

29/04/2026 14h00

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Grupo de Mídia renova cúpula e relança cursos com pesquisa Ibope nas mãos

Amores , a ligação chegou no começo da tarde, enquanto a coluna liquidava um almoço no Cosme Velho com gente de agência paulistana em trânsito pelo Rio. Quem ligou veio direto ao ponto: o Grupo de Mídia São Paulo acabou de empossar sua nova diretoria para o biênio 2026/2027, e desta vez a lista de nomes é uma declaração de intenções. Guilherme Cavalcante, o cara da Wieden+Kennedy que há 18 anos vive repetindo que mídia virou disciplina estratégica e não operacional, está na presidência. Ao lado dele, Aline Velha, que construiu a área de mídia do Nubank do zero, chega na vice. A combinação de agência independente com fintech disruptiva diz muito sobre para onde o GMSP está apontando.

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Grupo de Mídia renova cúpula e relança cursos com pesquisa Ibope nas mãos

O que emociona na posse é o tamanho da diretoria: são nomes vindos do TikTok, da Africa, da CNN Brasil, da TV Globo via Conselho, da Eletromidia, do Google, da Unilever, e até da IESSI Music Entertainment, que representa o universo dos artistas e influenciadores. A entidade que nasceu como clube fechado de agências paulistanas chegou em 2026 com uma mesa que reflete de verdade como a mídia se distribuiu pelo mercado. Tiago Santos, co-fundador da Euphoria, fica com a Diretoria de Educação, que é justamente a bala na câmara desta gestão.

E a bala tem nome: pesquisa Ibope. O GMSP foi ao Instituto medir o que o mercado realmente quer e precisa, e o resultado foi um espelho pouco lisonjeiro. Conhecimento estratégico e técnico lideram como as competências mais exigidas, com 87% e 81% respectivamente, mas é a falta de cursos de qualidade que aparece como o principal grito de socorro da categoria. A pesquisa qualitativa foi ainda mais cirúrgica: detectou uma juniorização crescente no setor, com profissionais mais jovens pulando conceitos básicos que acabam faltando até em níveis sênior. O mercado está largo na base e fraco no tronco, e quem paga a conta são os clientes.

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O GMSP foi ao Instituto medir o que o mercado realmente quer e precisa, e o resultado foi um espelho pouco lisonjeiro

Para responder a esse diagnóstico, a nova gestão relança os cursos de formação do GMSP com quatro frentes: Conceitos Básicos de Mídia, Negociação com base em dados, Comms Planning e Mídia Aplicada para Negócios. Além disso, retomam os bootcamps do Programa Martech Academy em parceria com a SoulCode, 60 bolsas integrais distribuídas em 2026 e 2027, com foco em diversidade, inclusão digital e ESG. Enquanto isso, Luciana Schwartz segue na coordenação do Mídia Dados Brasil, relatório de 39 anos de existência que é a tese de doutorado não oficial de todo profissional de mídia que se leva a sério neste país.

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Grupo de Mídia renova cúpula e relança cursos com pesquisa Ibope nas mãos

O mercado tinha saudade de um GMSP com dentes. A entidade ficou anos num limbo entre o glorioso passado de clube de fundadores e a nova realidade de uma disciplina que cresceu demais para caber numa única categoria de agência. Com uma diretoria que junta ad tech, streamer, fintech, veículo e anunciante na mesma mesa, e uma pesquisa Ibope na mão para justificar cada movimento, essa gestão chegou sem o peso da nostalgia e com o faro de quem sabe que o profissional de mídia do futuro ou aprende a defender investimento na mesa do cliente, ou vira planilha.​​​​​​​​​​​​​​​​

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