Amadinhos, quem falou em ir ao cinema hoje claramente não me conhece. Eu vou ficar em casa, de pantufa, ar-condicionado no talo, dedo nervoso no controle e coração patriótico batendo forte. Já vou baixar o tal do “Tela Brasil” e convocar imediatamente as amigas do Cosme Velho, porque nada mais chique, moderno e elegante do que prestigiar cinema nacional sem pagar um centavo. Sim, zero reais, gratuitaço, e eu já estou enlouquecida
O governo federal colocou no ar o Tela Brasil, como eu disse um streaming 100% gratuito, dedicado só a produções brasileiras, e o catálogo é coisa fina. Daquelas que fazem cinéfilo cuspir o café.
O acervo reúne entre 500 e 555 obras, adicionadas aos poucos, com filmes premiados, séries nacionais e documentários que já rodaram festivais internacionais, passaram pelo Oscar e ficaram anos esquecidos fora das grandes plataformas. Tem curta, média, longa, drama, comédia, animação, fantasia e documentário. É Brasil raiz, Brasil autoral, Brasil que não costuma aparecer no carrossel da moda.
A proposta vai além do entretenimento. A Tela Brasil também foi pensada para uso educacional, com recursos de acessibilidade e organização de conteúdo, permitindo que professores usem os filmes como apoio em sala de aula. Cinema nacional como ferramenta pedagógica, sim, senhoras e senhores.
Outro detalhe importante. O acesso é gratuito e feito com login gov.br. Nada de mensalidade, nada de cartão de crédito, nada de pegadinha. Por enquanto, o aplicativo está disponível em acesso antecipado para Android, com expansão gradual do catálogo. Ainda não há previsão oficial para iOS ou smart TVs.
Traduzindo em bom português. Enquanto todo mundo discute streaming caro e catálogo repetido, a Tela Brasil chega quietinha, cheia de preciosidades e com potencial pra virar referência. Quem gosta de cinema nacional já está sorrindo. Quem não sabia, agora sabe.