Gabriella Augusto, ex-namorada de Lucas Strabko, o Cartolouco, divulgou vídeos e prints para expor situações que afirma ter vivido durante o relacionamento com o influenciador. Nas imagens, ela mostra a sala de casa revirada, móveis jogados no chão, celular e televisão quebrados, além de mensagens com xingamentos atribuídos ao ex.
Eu continuava na academia, agora fingindo alongamento só para ficar perto da tomada, quando vi o vídeo da casa da Gabriella. Sabe quando o corpo está no colchonete, mas a alma levanta indignada? Foi isso. Porque uma sala destruída, uma TV quebrada e um print escrito “gorda puta” não são “briga de casal”. São sinais de uma violência que tenta quebrar primeiro a casa, depois a cabeça, depois a pessoa inteira.

Em um dos vídeos divulgados por Gabriella, a sala aparece revirada, com móveis no chão, enquanto Cartolouco surge nas imagens fumando um cigarro. Em outro registro, ela mostra o celular e a televisão quebrados. A empresária também publicou trocas de mensagens em que aparecem ofensas como “gorda puta”.
Gabriella, que participou da sexta temporada do Power Couple Brasil com Cartolouco, também é empresária e diretora do podcast PodDelas, apresentado por Tata Estaniecki. Nas redes sociais, onde tem mais de 57 mil seguidores, ela costuma mostrar rotina de treinos, viagens e momentos com amigos.
Depois da repercussão das denúncias, Gabriella recebeu apoio de internautas. Seguidores elogiaram a coragem dela por expor a situação e deixaram mensagens de solidariedade. “Todo meu carinho e admiração por sua coragem”, escreveu uma pessoa. Outra comentou: “Todo amor e solidariedade a você”.
Na segunda-feira (13), Gabriella se emocionou ao falar sobre as denúncias contra o influenciador e disse que chegou a ter medo de morrer durante o relacionamento. O caso ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pelo Fantástico, que ouviu Gabriella e outras duas ex-namoradas de Cartolouco, que também relataram episódios de abuso e preferiram não se identificar.
O inquérito tramita no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, em São Paulo, e apura suspeitas de lesão corporal qualificada, violência psicológica contra mulher, injúria e dano. Segundo o relato da denunciante, o relacionamento de cerca de dez meses teria sido marcado por violência psicológica, moral, patrimonial e física.
Eu repito com gosto amargo: violência patrimonial também é violência. Quebrar celular, destruir televisão, revirar sala, danificar objetos e humilhar uma mulher com xingamentos faz parte de um repertório de controle. Não é excesso, não é temperamento, não é “momento ruim”. É método de intimidação.

Cartolouco nega as acusações. Em nota divulgada anteriormente, a defesa afirmou que ele colabora com a apuração, reconhece a seriedade dos relatos e pede que o caso seja conduzido com responsabilidade, respeito a todos os envolvidos e sem julgamentos antecipados.
Eu terminei o alongamento sem nenhuma vontade de fazer piada. Tem pauta que a Kátia lê, respira fundo e só consegue pensar no tanto de mulher que reconhece esses sinais antes de todo mundo. Que Gabriella seja ouvida, que a Justiça apure tudo com rigor e que nenhuma imagem de casa destruída seja tratada como entretenimento.