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Kátia Flávia
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Goiás explode no MotoGP e põe Goiânia no radar mundial

A etapa do MotoGP em Goiânia levou 148.384 pessoas ao Autódromo Ayrton Senna e recolocou Goiás no circuito internacional das grandes competições. O evento marcou a volta da categoria ao Brasil após mais de duas décadas e garantiu a capital goiana como sede exclusiva na América Latina até 2030.

Kátia Flávia

23/03/2026 13h30

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Governador Ronaldo Caiado comemora fim de semana de sucesso com a etapa da MotoGP, no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Categoria fica até 2030 em Goiás (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)

Meu povo, eu precisei pausar a esteira aqui na academia do hotel onde estou hospedada aqui em Roma, da fofoca porque Goiás resolveu fazer entrada triunfal com ronco de motor, bandeirada e discurso de potência global. Eu estava olhando esse material e quase vendo a cena em câmera lenta, Marco Bezzecchi vencendo, Gustavo Lima no hino, Ronaldo Caiado em modo anfitrião de megaevento e Goiânia posando de protagonista internacional. Isso aqui tem muita energia de comeback bem ensaiado, daqueles que chegam com plateia lotada e cara de “voltei, aceitem”.

A volta do MotoGP ao Brasil aconteceu em Goiânia neste domingo, dia 22, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, e veio com números para ninguém fingir costume. Foram 148.384 pessoas ao longo de três dias, com público majoritariamente vindo de fora de Goiás, além de transmissão para mais de 200 países. O autódromo recebeu R$ 250 milhões em investimentos, foi reinaugurado oficialmente antes da largada principal e consolidou a cidade como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030. Meu amor, isso já sai da editoria de esporte e entra direto na ala de projeto político com cheiro de vitrine internacional.

Na pista, Bezzecchi dominou a corrida depois de assumir a ponta ainda na primeira volta, Jorge Martín ficou em segundo, Fabio Di Giannantonio terminou em terceiro e Marc Márquez cruzou a linha em quarto. O brasileiro Diogo Moreira fechou a prova na 13ª posição. Só que o release, esperto como sempre, deixa claro que a corrida foi uma parte da ópera, porque o verdadeiro roteiro estava no entorno, pista reformada, estrutura homologada, autoridades sorrindo para foto e a narrativa de que Goiás se recolocou no mapa das grandes competições com pose de quem quer mais.

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MotoGP no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, registrou público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)

E quer mesmo. Caiado já falou em ampliar o complexo e até citou chances reais de receber categorias como a Fórmula Indy no próximo governo. Representantes do setor elogiaram a qualidade da pista e da organização, com o CEO da Brasil Motorsport classificando o circuito como “espetacular” e Jorge Viegas, da Federação Internacional de Motociclismo, reforçando o retorno ao Brasil como estratégico para a categoria. A primeira-dama Gracinha Caiado também entrou no tom de celebração e disse que Goiânia agora tem o melhor autódromo da América Latina. Meus fofoqueiros de elite, isso aqui virou uma espécie de camarote de asfalto onde todo mundo quer deixar sua frase de efeito gravada no grid.

Eu tive que sentar para processar porque, goste ou não do perfume oficial da coisa, a operação foi grande e muito bem vendida. Teve recorde de público, investimento pesado, desfile de autoridade, impacto econômico com mais de 150 empresas mobilizadas e uma cidade inteira tentando se firmar como endereço fixo da velocidade premium. Goiânia entrou no paddock com salto alto, e Goiás aproveitou o MotoGP para fazer aquilo que político adora, transformar um evento em cartão-postal de poder, ambição e plateia cheia.

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