Anota, Brasil, porque eu quase perdi o fôlego no tapete vermelho da infraestrutura. Goiás acordou e decidiu virar personagem principal dessa série chamada mobilidade elétrica, com direito a ônibus biarticulado elétrico gigante circulando em linha regular e um eletroposto que faz qualquer cidade poser pedir autógrafo. Eu amo um gesto grande, concreto, daqueles que não cabem só em discurso.
Eu vi e pensei assim, gente, isso aqui não é maquete de evento nem promessa de campanha. É ônibus de quase trinta metros rodando, levando até 250 passageiros, em operação real, com bateria carregada e povo embarcando como se fosse a coisa mais normal do mundo. Goiânia virou aquela amiga que aparece na festa com look impossível e deixa todo mundo em silêncio por dois segundos.

O governador Ronaldo Caiado entrou em cena como quem sabe que tem foto histórica. Autoridades, executivos da Volvo, da Marcopolo, da Nansen, todo mundo alinhado, mas o verdadeiro close estava no asfalto. Ônibus elétrico de alta capacidade, produzido no Brasil, rodando no BRT e mostrando que escala também pode ser verde. O algoritmo ama, o urbanista vibra e o passageiro agradece.
E aí vem o detalhe que eu adoro comentar no salão. Não parou no ônibus, não. Goiás entregou o maior eletroposto de recarga de ônibus elétricos do Brasil, com potência pra recarregar dezenas de veículos ao mesmo tempo, infraestrutura parruda e até sistema de armazenamento em bateria pra garantir estabilidade. Isso aqui é backstage de show grande, amor, ninguém vê mas sem isso nada acontece.

Eu olho pra Nova RMTC e vejo um enredo bem amarrado. BRT estruturado, corredores definidos, frota elétrica crescendo, ônibus a biometano entrando em cena, tarifa mantida em R$ 4,30 há anos e investimento pesado pra fazer o sistema funcionar de verdade no dia a dia de quem depende dele. Não é promessa abstrata, é operação acontecendo.
Pra quem gosta de número, eu sei que vocês gostam, anota mentalmente. Milhões de usuários atendidos por mês, centenas de veículos planejados, dezenas de estações, quilômetros de corredor, recarga inteligente, integração energética e ainda plano de biometano vindo aí. É aquele tipo de coisa que, se você joga no Google de madrugada, rende matéria, debate e uma certa inveja urbana.

Eu não estou dizendo que virou cidade futurista de filme, calma. Estou dizendo que Goiás resolveu sair da arquibancada e entrar em campo com projeto grande, visível e rodando. Mobilidade elétrica deixou de ser promessa elegante e virou ônibus passando na frente da sua casa.
E eu, Kátia Flávia, confesso. Amo ver infraestrutura virando protagonista, com direito a close técnico, impacto real e aquele gostinho delicioso de Brasil dando certo sem precisar pedir licença.