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Kátia Flávia
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Gloria Perez relembra os 33 anos da morte de Daniela e desabafa: “O tempo não ameniza nada”

Trinta e três anos depois do crime que chocou o Brasil, a dor segue intacta, e a memória de Daniela Perez continua sendo uma ferida aberta na história do país.

Kátia Flávia

28/12/2025 9h00

Trinta e três anos depois do crime que chocou o Brasil, a dor segue intacta, e a memória de Daniela Perez continua sendo uma ferida aberta na história do país.

Eu confesso, acordei hoje com o coração apertado, não só pela morte da ma Brigitte Bardot , sabe aqueles dias em que a gente tenta respirar fundo, mas a alma não acompanha. Gloria Perez escreveu. E quando Gloria escreve sobre a filha, o Brasil inteiro para. Porque não é texto, é ferida aberta.

Na madrugada deste domingo, 28 de dezembro, data que marca os 33 anos do assassinato de Daniela Perez, a autora publicou uma mensagem curta, seca, dolorida. Sem floreio. Sem pose. Com a verdade nua e crua de quem vive um luto que o tempo jamais domesticou.

“Tanta vontade de viver, tanta alegria, tantos sonhos… Hoje faz 33 anos e eu repito: o tempo não ameniza nada. Só passa. Assim como a dor não ensina nada. Só dói.”

Daniela tinha 22 anos quando foi brutalmente assassinada em 1992, no auge da carreira, enquanto brilhava em De Corpo e Alma, na TV Globo. O crime, cometido pelo colega de elenco Guilherme de Pádua e por Paula Thomaz, chocou o país, mudou leis, expôs falhas do sistema e virou um dos casos mais emblemáticos da história criminal brasileira.

Mas nada disso devolveu a filha.

Gloria nunca fez do luto um espetáculo. Fez dele luta. Foi dela a mobilização que ajudou a mudar a legislação, incluindo o homicídio qualificado no rol dos crimes hediondos. Uma mãe que transformou dor em ação, mas que jamais fingiu superação.

E hoje, 33 anos depois, o que ela diz é o que ninguém gosta de ouvir, mas todo mundo precisa aceitar: o tempo não cura. O tempo apenas passa.

A publicação veio acompanhada de imagens de Daniela, jovem, leve, sorrindo, cheia de planos. Aquelas fotos que doem mais do que qualquer palavra. E doem porque mostram tudo o que foi arrancado.

Nos comentários, uma enxurrada de carinho, orações, silêncio respeitoso. Entre eles, artistas, amigos, anônimos. Todos com a mesma sensação: há dores que não se explicam, só se respeitam.

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