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Kátia Flávia
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Você se lembra? Glória Perez moveu 1.3 milhão de assinaturas para mudar lei de crime hediondo

Série de assassinatos brutais mexeram com o coração da escritora que lutou para uma mudança que pedia por justiça

Kátia Flávia

30/07/2022 12h00

Atualizada 29/07/2022 20h07

Série de assassinatos brutais mexeram com o coração da escritora que lutou para uma mudança que pedia por justiça

Ficou claro em ‘Pacto Brutal’ a força que a dor de uma mãe pode fazer, movendo rios e mares, se for necessário. Glória Perez não teve medo e nem pouca força, na hora de correr atrás de colocakr Guilherm de Pádua e Paula Thomaz atrás da cadeia, mudando a lei do assassinato de sua filha para cirmee hediondo. A escritora conseguiu, com o apoio de Jocélia, mais de um milhão de assinaturas para mudar a lei.

“Apesar de ter sido Daniella que perdeu a vida, a lei não é feita de uma maneira a dar segurança emocional a quem é vítima de uma coisa assim”, disse Glória Perez.

A escritora ainda conta que viveu a angústia de viver com os assassinos de sua filha soltos diante de uma lei que poderia deixá-los cumprir pena em regine semi-aberto. O documentário ainda conta que os juízes nunca davam a pena completa para os réus e que, em todo caso, os assassinos poderiam sair antes do prazo.

Glória se juntou a Jocélia, que tinha perdido a filha em um crime hediondo e foram em busca de assinaturas para mudar a lei. Para que a mudança acontecesse eram necessárias um milhão de assinaturas de todos os cantos do Brasil e não faltaram esforços para que isso acontecesse.

“A revista colocava o abaixo-assinado para incentivar. Peguei a assinatura do Chico Xavier, Dom Paulo Evaristo Arns. Publicamos todas as semanas. A gente recebia cartas e cartas”, conta Márcia Piovesan.

“Foi um feito, uma campanha muito bem sucedida, porque não tinha internet, e em três meses nós conseguimos 1 milhão e trezentas assinaturas do Brasil inteiro. Eu e Jocélia fomos muitas vezes em Brasília falar com as autoridades”, disse Glória.

Fica claro que o momento foi de grande prestígio e luta até o fim, porque no dia de votação, poucos governantes ficaram para a votação. Logo, o projeto foi votado como urgência urgentíssima. “Sabíamos que a memória dos nossos filhos estariam presentes em todos os casos posteriores que essa lei fosse aplicada”, conta a escritora.

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