Cheguei da academia, ainda com o cabelo preso e a consciência limpa de quem compensou o dia anterior, e já encontrei a notícia esperando: o Globoplay está ressuscitando joias da teledramaturgia brasileira em maio inteiro, pelo Projeto Resgate. Começa dia 4 com “I Love Paraisópolis”, aquela novela de 2015 com Bruna Marquezine e Tatá Werneck que deixou o Brasil inteiro apaixonado por Mari e Danda, as duas irmãs de Paraisópolis que sonhavam grande e mereciam mais do que a cidade quis dar.
No dia 11 entra “O Primo Basílio”, a minissérie de 1988 adaptada de Eça de Queirós, com Giulia Gam e Marcos Paulo num triângulo de traição e moral vitoriana que ainda hoje dói do jeito certo. Marilia Pêra, Tony Ramos e Beth Goulart no elenco, ou seja, isso não é novela, é patrimônio cultural com CPF. Já no dia 18 chega “Desejo Proibido”, a trama dos anos 1930 em Minas Gerais com Fernanda Vasconcellos, Murilo Rosa e Daniel de Oliveira num triângulo que a Eva Wilma segurava com olhar de avó que sabe tudo.


Nas redes, o anúncio movimentou quem cresceu maratonando essas tramas e quem perdeu na época original. “I Love Paraisópolis” especialmente tem uma geração de fãs que pede o retorno há anos, e ver Bruna Marquezine naquele papel antes da fase internacional dela tem um gosto de documento histórico.
O Globoplay está fazendo um serviço público com esse projeto, e eu digo isso sem ironia, o que é raro vindo de mim. Agora vou tomar banho e já deixo o aplicativo aberto, porque “Desejo Proibido” entra no dia 18 e eu já preciso me preparar emocionalmente.