Estava sentada na cadeira da Sônia, minha manicure de confiança aqui no Cosme Velho, com a mão esticada e o celular na outra, quando o grupo do Rio2C começou a ferver de um jeito que até a Sônia levantou a cabeça do esmalte. O assunto era um só: a Globo acabava de lançar o projeto Brasilidades, e todo mundo no mercado de comunicação estava comentando ao mesmo tempo.
O Brasilidades foi apresentado durante a participação da Globo no Rio2C 2026 e tem a identidade nacional como conceito criativo central. A ideia, segundo Manuel Falcão, diretor de Marca e Comunicação da empresa, é que a Globo não representa o Brasil, ela se comporta como o Brasil. O primeiro filme do projeto é narrado por Gil do Vigor e já está nos perfis oficiais da emissora nas redes sociais, com Taís Araújo, Luís Miranda, César Tralli, Lucy Alves e mais um time de nomes conhecidos ao lado de pessoas comuns de diferentes regiões do país.

O projeto ancora a estratégia da Globo para o ano todo, orientando conteúdos, ativações e a presença da emissora em diferentes plataformas. A premissa é que não existe um único Brasil, mas múltiplos “Brasis” que convivem e se expressam pelas histórias da empresa. É uma movimentação de marca de longo prazo, com o Rio2C servindo de palco de lançamento para garantir o máximo de repercussão no mercado publicitário e criativo.

Nas redes, quem trabalha com comunicação e publicidade passou o dia todo comentando a campanha, e o nome do Gil do Vigor como narrador virou o principal assunto paralelo, com público dividido entre achar um acerto criativo e estranhar a escolha para um filme de posicionamento institucional. A Globo apostou num rosto genuinamente popular e sem filtro, e isso já diz muito sobre o recado que a emissora quer dar ao mercado.

A Cátia terminou a manicure com o esmalte vermelho e a certeza de que a Globo entendeu uma coisa que muita empresa de comunicação ainda não aprendeu: brasilidade não se declama em discurso, se mostra em escolha de elenco.