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Kátia Flávia
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Globo lança filme e série sobre Preta Gil em noite de emoção no Copacabana

O evento no Teatro do Copacabana Palace exibiu o documental ‘Preta – Eu Não Ando Só’ e o primeiro episódio da série ‘Meu Nome é Preta’, um ano depois da partida da artista. E eu avisando logo: fui de rímel à prova d’água e voltei sem rímel nenhum.

Kátia Flávia

21/07/2026 17h00

Globo apresentou os projetos 'Preta – Eu Não Ando Só' e 'Meu Nome é Preta' em noite emocionante no Copacabana Palace. - Créditos: Globo/Caio Aragão

Globo apresentou os projetos ‘Preta – Eu Não Ando Só’ e ‘Meu Nome é Preta’ em noite emocionante no Copacabana Palace. – Créditos: Globo/Caio Aragão

Gente, eu não estou bem. Cheguei em casa, tirei o salto na porta, sentei no chão da sala e fiquei ali, com o cabelo que a minha cabeleireira levou duas horas montando virando um ninho de tanto que eu passei a mão na cabeça. Chorei, gritei um pouquinho, orei pela Preta Gil, e ainda liguei pra duas amigas só pra chorar de novo junto. Vou escrever assim mesmo, com a voz embargada, porque hoje não tem deboche.

O que rolou foi o seguinte. Nesta segunda-feira, dia 20, a Globo realizou no Teatro do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o evento de lançamento de ‘Quanto Mais Preta, Melhor’, projeto especial que reúne duas produções inéditas sobre a trajetória da artista. A noite teve a exibição do filme documental dos Estúdios Globo ‘Preta – Eu Não Ando Só’ e do primeiro episódio da série Original Globoplay ‘Meu Nome é Preta’, com familiares, amigos, realizadores e convidados que participaram dos projetos. Um ano depois da partida dela, as obras chegam ao público reunindo imagens inéditas, registros históricos e relatos de quem acompanhou a caminhada de perto.

E são duas coisas diferentes, prestem atenção que isso importa. ‘Preta – Eu Não Ando Só’ acompanha os últimos anos de vida da cantora com imagens registradas por ela mesma e por pessoas próximas durante o tratamento contra o câncer, mostrando a rede de afeto e cuidado que a cercou. Já ‘Meu Nome é Preta’, produzida pela Conspiração, percorre a trajetória pessoal e profissional dela com imagens raras e depoimentos inéditos, em quatro episódios liberados semanalmente no Globoplay. Um olha pra dentro, o outro olha pra estrada inteira.

O que me derrubou de vez foi a fala da Flora Gil. Ela disse que a Preta conseguiu, como sempre fez e como gostaria que fosse feito, e que “Quanto Mais Preta, Melhor” sempre foi o lema dela. Contou que a série vai mostrar uma Preta menos famosa, a menina que queria ser cantora e cabulava aula, enquanto o filme mostra uma fase mais na luta, no íntimo, com os amigos. E fechou dizendo que tudo o que aconteceu ali é merecimento de uma pessoa de luz que passou pela vida de tantos de nós. Eu li isso e desmontei.

As diretoras também não facilitaram pro meu delineador. Monica Almeida, criadora e diretora artística do filme dos Estúdios Globo, disse que os dois projetos foram feitos por pessoas que amavam e amam muito a Preta. Sandra Kogut, diretora do documental, contou que depois de meses mergulhada nos arquivos do celular da cantora e nos vídeos feitos pelos amigos, tem certeza de que ela queria muito que a gente celebrasse, porque fez uma opção radical pela vida. E Mini Kerti, da série do Globoplay, falou em retratar uma Preta livre, irreverente, de alma tropicalista, capaz de reunir uma imensa rede de amigos em volta.

Então é isso, minhas queridas. Eu que vivo dizendo que ninguém me pega chorando em pré-estreia saí de lá segurando guardanapo do Copacabana Palace como se fosse lenço de família. Preta Gil conseguiu a proeza de juntar Globo, Globoplay, dois times de direção e um teatro inteiro chorando e rindo ao mesmo tempo, que era exatamente o tipo de festa que ela sabia dar. Vou assistir tudo de novo, com champanhe, porque reclamar de vela apagada ela não ia querer.

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