Eu estava ali, sentada na mesa do bar chique de Santa Teresa, cafezinho frio do lado, quando a notícia caiu no meu colo com cheiro de tapete vermelho internacional. A Globo resolveu passar o rodo no Rose d’Or Latinos 2026 e voltou pra casa com dois prêmios, como quem diz “beijos, seguimos”.
Primeiro troféu foi pra Vale Tudo, coroada como Melhor Telenovela. Sim, minha gente, a novela que já nasceu com fama de confusão fina, gente rica sofrendo com classe e frases que viram bordão de bar, agora tem carimbo internacional. Na cerimônia em Miami, quem apareceu representando foi Cauã Reymond, aquele que entra em cena e faz até figurante repensar a vida, ao lado do chefão de conteúdo da casa, Gabriel Jacome.

Enquanto isso, eu só pensava que tem história que atravessa décadas sem perder o veneno. A nova versão assinada por Manuela Dias entrou pra lista das novelas que a Globo guarda com orgulho no cofre, junto com figurino icônico, trilha que gruda e personagem que o público ama odiar.
Mas a noite não parou por aí, porque a Globo resolveu dobrar a aposta. O Original Globoplay Terceira Metade levou o prêmio na categoria Docu-reality ou Factual. Um reality que mexe com relações, sentimentos e aquela curiosidade básica que todo mundo finge que não tem, mas assiste escondido. Casais, solteiros, conflitos emocionais e a psicanálise servida em horário nobre de streaming, tudo isso embalado com discurso de diversidade e conexão com o público.

Eu observo essas coisas com olhar clínico de quem já viu muita moda passar. Reality muda, formato gira, plataforma troca, mas quando a Globo acerta a mão, ela faz barulho. Não é à toa que a emissora vem empilhando troféus ano após ano no Rose d’Or, construindo uma vitrine internacional que mistura novela raiz e entretenimento contemporâneo.