Mores, segura esse glitter porque a dona TV Globo já entendeu tudo. Carnaval não espera março, Carnaval começa quando o corpo pede e a rua chama. A partir de 17 de janeiro, o Glô na Rua volta ao ar e agora em versão grandiosa, espalhafatosa e bem do jeito que a folia gosta.
No quarto ano do projeto, a Globo resolveu crescer sem pedir desculpa. Em 2026, o Glô na Rua vai passar por 20 cidades. Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa, Goiânia, Brasília, Manaus, Macapá, Florianópolis e outras pra ninguém reclamar que ficou de fora. Onde tiver bloco, batuque, fantasia improvisada e suor com alegria, a Globo quer estar grudada.
A ideia é simples e deliciosa. Mostrar o Carnaval como ele realmente acontece, na rua, no improviso, no calor humano e naquela bagunça organizada que só o Brasil sabe fazer. Segundo o diretor Beto Silva, a proposta é capturar a essência da festa, com sotaque local, tradição regional e histórias que não cabem em sambódromo.
Serão cerca de 60 entradas ao vivo espalhadas pela programação entre 17 de janeiro e 17 de fevereiro. Um esquenta oficial pra avisar que o ano só começa depois do último bloco. Vai ter repórter no meio da multidão, artista local brilhando, bloco tradicional aparecendo e aquela sensação gostosa de que boleto nenhum sobrevive ao som de um surdo bem batido.
O time já está afinado. No Rio, Pedro Henrique França. Em São Paulo, Letícia Vidica. Salvador vem com Rita Batista e Luana Souza. Recife com Carol Maloca. Belo Horizonte com Kdu dos Anjos. As afiliadas entram com força em cidades como Manaus, Goiânia, Brasília, Florianópolis, Ouro Preto, Vila Velha, Caruaru, Maceió e João Pessoa. Um mapa inteiro tomado pela folia.
A largada acontece no É de Casa, no dia 17 de janeiro, apresentando os repórteres das capitais. Depois disso, o Glô na Rua começa a pipocar na programação da manhã, cresce, ocupa espaço e vira quase um lembrete diário de que a fantasia já pode sair do armário.
Nos bastidores, a engrenagem roda com direção de Beto Silva, produção de Natalia Daumas e direção de gênero de Claudio Marques. A Globo faz o que sabe fazer quando quer agradar geral, liga a câmera, chama o povo e deixa a rua falar.
E vamos combinar. Carnaval antecipado, televisão ligada e Brasil inteiro em clima de bloco. Se isso não é felicidade coletiva, eu já desfilei errado.