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Kátia Flávia
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Ginecologista Marcelo Arantes é acusado de abusar de 12 pacientes em Goiânia

O médico é investigado por estupro de vulnerável após vítimas relatarem abusos dentro do consultório, com a porta trancada. A polícia o trata como predador sexual habitual, mas a Justiça negou a prisão

Kátia Flávia

17/04/2026 12h45

Ginecologista Marcelo Arantes é acusado de abusar de 12 pacientes em Goiânia

Ginecologista Marcelo Arantes é acusado de abusar de 12 pacientes em Goiânia | Reprodução (Instagram)

Eu estava aqui em Bari quando essa notícia chegou no meu celular e fiquei parada, olhando para o mar sem conseguir processar. Um ginecologista em Goiânia, chamado Marcelo Arantes Silva, acumula ao menos doze denúncias de abuso sexual cometido dentro do consultório durante consultas médicas. Doze mulheres que foram buscar cuidado e encontraram violência. O número ainda pode crescer.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, a primeira vítima teria sido abusada em 2017, e o episódio mais recente é de janeiro deste ano. As pacientes relatam um padrão que se repete: durante a consulta, o médico trancava a porta, cerceava a liberdade das mulheres e abusava delas numa posição em que estavam completamente vulneráveis. A polícia civil classifica Marcelo Arantes como predador sexual habitual, exatamente porque age da mesma forma, repetidamente, com uma segurança que só existe em quem nunca imaginou ser punido.



A Justiça negou o pedido de prisão feito pela polícia. O juiz determinou medidas cautelares: proibição de sair de Goiânia, de contatar as vítimas e suspensão do registro junto ao Conselho Regional de Medicina. O médico responde por estupro de vulnerável. A defesa foi procurada e não se manifestou. As vítimas, atendidas em clínicas de alto padrão, disseram às autoridades que ele se apresentava como homem cuidadoso, usava perfume caro, cultivava uma imagem de profissional respeitável. É o perfil clássico de quem usa a confiança como instrumento.

A delegada foi direta: o silêncio só beneficia o acusado. Quando as primeiras denúncias vieram a público, eram dez mulheres. Hoje são doze. Ela acredita que mais vítimas vão se identificar, porque esse é o movimento natural quando uma investigação desse tipo ganha visibilidade e as mulheres percebem que não estão sozinhas. Se você ou alguém que você conhece foi atendida por Marcelo Arantes Silva em Goiânia e passou por algo parecido, a polícia civil do estado está recebendo denúncias.

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