Amadas meu WhatsApp “gritou” com essa informação preciosa . Atenção, senhoras, temos movimento no tabuleiro educacional. A Fundação Santillana resolveu sair do discurso morno e entrou em cena com um curso que mira direto onde dói, o sumiço histórico das meninas da ciência, como se laboratório fosse clube do Bolinha.
O nome já vem com ambição de protagonista, Meninas, ciência e futuro. Nada de modéstia. A proposta é formar professores para criar aulas que façam meninas se sentirem donas do jaleco, da lousa e do raciocínio crítico. Tudo embalado na metodologia STEAM, essa mistura internacional de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática que vive dizendo, pense, crie, resolva, se posicione.
Aqui não tem aula engessada nem professor decorando slide. O curso é online, gratuito, dividido em dois módulos e com foco em prática real, daquelas que mudam o clima da sala e cutucam a autonomia dos alunos. Tem também um carinho especial pelas habilidades socioemocionais, porque ninguém vira cientista só com fórmula, precisa confiança, troca e um certo atrevimento intelectual.
O discurso da Santillana é direto e sem floreio burocrático. A ciência perdeu meninas ao longo da história e alguém precisa puxar esse fio de volta. Segundo Luciano Monteiro, diretor-executivo da fundação no Brasil, a ideia é fortalecer o protagonismo de meninas e grupos sub-representados, colocando todo mundo no mesmo jogo de futuro, sem plateia fixa nem figurante.
Eu gosto quando educação para de soar como cartilha e começa a parecer estratégia de longo prazo. Esse curso não promete milagre, mas assume uma coisa básica que muita gente finge não ver. Quem ocupa espaço desde cedo manda no roteiro depois. E a Santillana, dessa vez, decidiu mexer no roteiro com certa elegância e uma pitada de ousadia pedagógica.
Para quem vive reclamando que falta mulher na ciência, aqui está um movimento concreto, gratuito e com endereço certo. A sala de aula. Porque é ali que o futuro começa a se comportar.