Eu estou em Sintra, em Portugal, e tive que interromper tudo. Fresno. Com orquestra. No Rio. Dia 28 de novembro. Pronto, acabou minha concentração. Coloquei “É Só Uma Música” para tocar enquanto escrevia porque eu sou dessas: amo Fresno e não tenho a menor intenção de fingir equilíbrio jornalístico quando o assunto é essa banda.
Lucas Silveira, Vavo e Guerra vão subir ao palco da Fundição Progresso acompanhados pela Nova Orquestra no Fresno Sinfonia’26, apresentação que atravessa diferentes momentos dos 27 anos de carreira do grupo. O show também comemora uma data redondinha: os dez anos de “A Sinfonia de Tudo Que Há”, disco lançado em 2016 e que já flertava seriamente com cordas e arranjos orquestrais.
E não será aquela história de pegar meia dúzia de sucessos, colocar violino atrás e chamar de sinfônico. Segundo o material divulgado pela banda, o encontro nasceu para o festival Doce Maravilha, em agosto, e agora ganha um espetáculo próprio. O repertório mantém o álbum de 2016 como parte importante da noite, mas abre espaço para músicas de outras fases da Fresno. A própria banda pretende incorporar uma apresentação sinfônica por ano à agenda.
A Nova Orquestra também não caiu de paraquedas nessa história. Criado em 2019, o grupo carioca já passou por festivais como Rock in Rio, The Town, Rock The Mountain, Queremos e Doce Maravilha, além de ter tocado com artistas como Pitty, Ney Matogrosso, Alceu Valença, Jão, Rael, Fafá de Belém e Toni Garrido.
Os ingressos começam a ser vendidos em 6 de outubro, ao meio-dia. A abertura da casa está marcada para 21h, na Fundição Progresso, na Lapa.
Agora me deem licença porque eu continuo em Sintra, mas emocionalmente já fui parar na Fundição Progresso. E “É Só Uma Música” continua tocando aqui. O título da canção mente descaradamente para mim: nunca foi só uma música.