Anota aí, Brasil, eu pisquei e o plenário virou camarote. Não foi CPI, não foi discurso inflamado, não foi barraco regimental. O que jogou Fred Costa direto no meu radar foi flagra de hotel, Zona Sul, clima de casal que finge normalidade enquanto o paparazzo já escolheu o melhor ângulo. Troca o microfone pela cama king, a pauta pela vista pro mar e pronto, nasce um novo personagem da fofocalândia.
Eu acompanhei esse homem por anos como o deputado dos cachorros, o defensor oficial dos peludos, o autor da Lei Sansão que fez muito agressor tremer na coleira. Um político que entendeu cedo que vídeo de cachorro machucado comove mais do que discurso cheio de juridiquês. Ele construiu imagem, construiu base, construiu like. Até aí, tudo nos conformes do manual da política emocional.

Só que de uns tempos pra cá, meu amor, o feed mudou de cheiro. Sai a ração, entra perfume importado. Primeiro veio o namoro com Cíntia Chagas, assumidíssimo, textão, homenagem pública, aquele pacote completo que a internet ama comentar como se fosse final de novela das nove. Durou o suficiente para render manchete, ship e comunicado de término digno de assessoria bem treinada.
Mal o público terminou de digerir o fim e o deputado reaparece solteiro, dezembro de 2025, energia renovada, sorriso de quem sabe que está sendo observado. Poucas semanas depois, lá está ele de mãos dadas com Aline Campos, ex BBB 26, hotel, passeio, flash disparando
E aí eu te pergunto, Brasil, quem hoje conhece Fred Costa primeiro. O autor da Lei Sansão ou o deputado que namorou Cíntia e está ficando com Aline. Porque na política feita no ritmo do algoritmo, reconhecimento instantâneo vale mais do que projeto aprovado em comissão.

Enquanto colegas se embolam em PEC, LDO e discurso técnico que ninguém compartilha, Fred entendeu que romance bem posicionado cai direto no coração do eleitor médio. E no feed. E no grupo da família. E na busca desesperada da madrugada.
Eu não estou julgando, longe de mim. Estou observando, comentando, colocando glitter analítico por cima. O deputado dos cachorros virou galã (e que galã!) de fofoca, e nesse país onde a imagem manda mais que o currículo, isso rende uma visibilidade que nenhum pronunciamento entrega tão rápido.