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Kátia Flávia
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“Franja de cebolinha”: mulher que esfaqueou cabeleireiro já teve surto e atacou policiais

Documentos médicos mostram que Laís Gabriela Cunha já foi detida e internada sob efeito de drogas na Inglaterra após tirar a roupa e se envolver em uma confusão com agentes em um bar

Kátia Flávia

12/05/2026 15h00

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Laís Gabriela Cunha antes e depois do corte de cabelo que terminou em ataque a faca contra o cabeleireiro

O caso da cliente que atacou o cabeleireiro Eduardo Ferrari por causa de um corte de franja ganhou um novo capítulo, agora com documentos médicos da Inglaterra entrando na história, e a Kátia aqui já largou o garfo porque esse roteiro saiu do salão e foi parar num prontuário internacional. Laís Gabriela Cunha, de 27 anos, já havia sido detida e internada em 2025 após uma confusão em um bar fora do Brasil, segundo registros obtidos pela EPTV.

De acordo com uma comunicação de alta médica, Laís foi atendida depois de ficar agitada e se envolver em uma ocorrência com policiais. O documento aponta diagnóstico de transtorno psicótico agudo e transitório não especificado, além de uso de drogas, e registra a prescrição de medicamentos para acompanhamento psiquiátrico. Traduzindo sem fazer carnaval em cima de saúde mental: há um histórico clínico que agora virou peça importante para entender a defesa dela.


O episódio reforça a versão apresentada pelos advogados de Laís, que afirmam que a jovem tem problemas psicóticos e teria interrompido o uso de medicamentos por causa de um possível quadro de hepatite medicamentosa. Outros documentos também indicam diagnóstico semelhante em 2023 e uma internação recente, em 29 de abril deste ano. É o tipo de detalhe que muda a temperatura do caso, mas não apaga a gravidade do que aconteceu dentro do salão.

O ataque ocorreu na terça-feira (5), na Barra Funda, em São Paulo. Laís procurou Eduardo Ferrari para pedir a devolução do dinheiro após ficar insatisfeita com o corte da franja. Durante a discussão, enquanto o cabeleireiro atendia outra cliente, ela tirou uma faca da bolsa e atingiu o profissional, que estava de costas. Segundo a reportagem, o gerente do salão conseguiu intervir e evitou que a agressão fosse mais grave.
O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal, ameaça e autolesão. A defesa de Eduardo Ferrari, no entanto, quer que a investigação trate o episódio como tentativa de homicídio e homofobia. A Corregedoria da Polícia Civil também abriu apuração para entender por que a ocorrência recebeu a classificação inicial.

A defesa de Laís diz que ela estava com a faca por medo de assaltos em São Paulo e que o episódio teria ocorrido em meio a um transtorno psicótico provocado pela interrupção do tratamento. Já o cabeleireiro e seus representantes sustentam que a agressão foi grave demais para ficar limitada ao registro inicial.

O que se tem agora é um caso delicado em todas as pontas: um profissional ferido no ambiente de trabalho, uma mulher com histórico psiquiátrico documentado, uma investigação policial em andamento e uma discussão jurídica sobre a gravidade do crime. Meu veredito, com a tesoura longe da mesa: saúde mental precisa ser tratada com seriedade, mas salão de beleza também não pode virar cenário de terror por causa de uma franja mal resolvida.

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