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Kátia Flávia
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Flávio Dino leva Porchat ao STF e Fachin admite que nem viu o vídeo

Humorista transformou a exaustão dos jornalistas com a crise do Supremo em sátira e acabou citado em pleno julgamento. Merval Pereira, Octavio Guedes e a GloboNews também viraram personagens do vídeo que chegou à mais alta Corte do país.

Kátia Flávia

15/09/2026 14h15

Flávio Dino levou Fábio Porchat para o plenário do STF ao citar a sátira do humorista durante sessão da Corte. Ao perguntar se Edson Fachin tinha visto o vídeo, ouviu do presidente do Supremo que ainda não havia conseguido assistir por causa de uma “enxurrada de expediente”.

Flávio Dino levou Fábio Porchat para o plenário do STF ao citar a sátira do humorista durante sessão da Corte. Ao perguntar se Edson Fachin tinha visto o vídeo, ouviu do presidente do Supremo que ainda não havia conseguido assistir por causa de uma “enxurrada de expediente”.

Eu estava numa reunião na Barra da Tijuca tentando prestar atenção em assunto sério quando o celular começou a pipocar com Flávio Dino, Fábio Porchat, Edson Fachin e GloboNews na mesma história. Desmaiei profissionalmente. Na Barra, só se falava nisso. Porque uma coisa é fazer um vídeo sobre a crise do Supremo. Outra é o próprio Supremo parar para comentar o vídeo.

Nesta terça-feira (15), durante a sessão MAIS extraordinária do STF, Dino resolveu perguntar a Fachin se ele tinha assistido à sátira publicada por Porchat no sábado (12). O presidente da Corte respondeu que não: disse que enfrentou uma “enxurrada de expediente” e estava ocupado com os ofícios. Foi quando Dino explicou que o vídeo, embora fale dos jornalistas, também servia para os ministros. A piada atravessou a Praça dos Três Poderes e foi parar dentro do plenário.

Flávio Dino surpreendeu ao citar Fábio Porchat durante sessão do STF e perguntar a Edson Fachin se ele havia assistido à sátira do humorista. O presidente da Corte admitiu que ainda não tinha visto o vídeo.

E fui rever o vídeo inteiro porque ele é melhor quando a gente entende o contexto. De pijama, na cama, Porchat interpreta um jornalista absolutamente moído pelas reviravoltas do caso Master e da crise no STF. O pedido central é quase trabalhista: parem de produzir quebra de sigilo e novidade às 11 da noite porque jornalista também precisa dormir.

Aí entra a GloboNews e o negócio fica maravilhoso. Porchat cita Merval Pereira e Octavio Guedes para brincar com o nível de exaustão da cobertura. Na sátira, Merval já precisaria até de soro de madrugada. Porchat ainda aparece preparado para uma entrada urgente ao vivo e reclama do pesadelo de qualquer repórter: apurar, checar, escrever e, antes de publicar, descobrir que uma nova decisão mudou tudo outra vez.

De pijama e já “exausto”, Fábio Porchat ironizou a rotina dos jornalistas diante das constantes reviravoltas envolvendo o STF. A sátira viralizou e foi tão longe que acabou citada por Flávio Dino em pleno plenário da Corte.

Tem uma ironia deliciosa nisso tudo: Porchat fez humor justamente com jornalistas tentando sobreviver às decisões de Dino, Fachin e companhia. Três dias depois, Dino estava no plenário recomendando o vídeo a Fachin. E Fachin não tinha conseguido assistir porque estava trabalhando demais. Ou seja: a realidade resolveu escrever a continuação da esquete sem consultar o roteirista.

Voltei para a minha reunião na Barra? Voltei. Mentalmente? Jamais. Porque quando Fábio Porchat consegue entrar no STF sem toga e ainda faz ministro explicar a piada para o presidente da Corte, minha filha, o entretenimento brasileiro já venceu o expediente.

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