Gente, hoje o dia está corridíssimo. Acabei de fazer uma entrevista com uma atriz brasileira-americana, que estava morando em Nova York há 12 anos e que agora está de volta ao Brasil. Flávia Zaguini, natural de Francisco Beltrão (PR), começou cedo sua carreira nos palcos como bailarina clássica e sua paixão pelas artes rapidamente se transformou em sua carreira de atriz.
Flávia se formou no famoso Stella Adler Studio of Acting em Nova York. Ela retorna ao Brasil para gravar o longa-metragem Deixe-me Viver.
Amores, trouxe todos os detalhes sobre o filme e a personagem da Flávia na entrevista abaixo:
Conte para a gente um pouco sobre o filme Deixe-me Viver…
O filme deixe-me viver fala de uma adolescente que tem um câncer terminal e da relação de mãe e filha tendo que tomar decisões em um momento muito difícil como esse. Fala sobre família, amor, decisões e o tempo presente, fazendo-nos refletir sobre o tempo hoje, sobre o quanto estamos vivendo no presente, rodeados das pessoas que amamos. O elenco principal é composto por Humberto Martins, Monica Carvalho e Cat Dantas.
E qual é o seu personagem (uma médica, né?)?
Meu personagem é a médica, Dr. Rosana, chefe do departamento oncológico do hospital que trata a adolescente Julia, passa o diagnóstico da filha para a família e acompanha a evolução e reação de Julia ao tratamento.

Como o tema da justiça (direito) hospitalar e da força da opinião pública aparece fortemente no longa?
O longa demonstra o dilema do paciente entre escolher o tratamento hospitalar e o protocolo médico ou optar por viver a vida intensamente até os últimos momentos.
Qual a contribuição do filme sobre a questão da maternidade, da sobrecarga/cobrança em relação ao papel da mulher na sociedade e na vida familiar?
O filme fala muito da dificuldade de uma mãe divorciada, tentando criar sua filha sozinha, em uma cidade grande como São Paulo, sua rotina de trabalho em um mundo corporativo muito exigente e a cobrança diária de cuidar da casa e da família. É o retrato da sobrecarga que a mulher moderna vive hoje entre trabalho e família.
Falar de câncer ainda é tabu nos dias de hoje? Qual a importância de relacionar a doença à questão da fé e da liberdade de escolha?
O câncer é uma doença arrebatadora e cada pessoa deve ter direito a uma escolha pessoal para o seu tratamento. O importante é que todos tenham acesso aos melhores tratamentos possíveis e disponíveis.

Que mensagem que a obra traz, sob teu ponto de vista, sobre o tempo e o sentido da vida?
O filme contribui para darmos mais valor às nossas prioridades, que são os pequenos momentos juntos com as pessoas que amamos, no sentido de a gente parar, desacelerar e prestar atenção no que mais importa em nossas vidas.
Depois de tantas experiências, o que esse trabalho traz de único para sua carreira e para você, como ser humano?
Esse trabalho trouxe para mim a chance de estar e atuar em meu país de origem. Fiquei muito feliz com o convite. Tenho dupla cidadania (americana e brasileira) e moro há tantos anos fora do país. Lendo o roteiro fiquei muito emocionada, pois me trouxe a importância de estar presente na vida das pessoas que amamos e principalmente da nossa família. Isso me fez refletir e querer estar mais perto do Brasil e minha família, provocou emoções em mim que estavam guardadas, com a minha vida corrida de nova iorquina. “Deixe-me Viver” me deixou à flor da pele. Toda vez que eu lia e relia o roteiro, me preparando para o meu personagem, me emocionava. Esse filme vai emocionar e tocar os corações de muita gente.