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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Filho de Henrique Maderite transforma dor em despedida e o Brasil escuta em silêncio

Henrique Júnior publicou um vídeo emocionado para agradecer as mensagens após a morte do pai, Henrique Madeirit. No depoimento, ele fala de amor, orgulho, legado e da dificuldade de seguir em frente sem a presença do pai.

Kátia Flávia

07/02/2026 13h30

Henrique Júnior publicou um vídeo emocionado para agradecer as mensagens após a morte do pai, Henrique Madeirit. No depoimento, ele fala de amor, orgulho, legado e da dificuldade de seguir em frente sem a presença do pai.

Eu confesso que apertei o play já sabendo que ia doer. E doeu. O vídeo de Henrique Júnior não tem edição, não tem pose, não tem estratégia. Tem voz embargada, pausa longa e aquela tentativa honesta de se manter de pé enquanto tudo por dentro desmorona.

Ele começa dizendo que a última coisa que queria era gravar aquele vídeo. E ali já estava tudo dito. Ninguém liga a câmera no meio do luto por vaidade. Liga porque precisa. Porque o silêncio também pesa e agradecer vira um jeito de respirar.

Henrique fala dos amigos, da família, dos fãs. Fãs mesmo. Ele faz questão de lembrar que o pai era querido, acompanhado, admirado. Não era só um pai de casa, era um pai de mundo. Um homem que passou pela vida de muita gente deixando marca, sorriso e ajuda concreta.

O momento mais duro vem sem ensaio. Ele fala direto com o pai. Diz eu te amo, diz que ele foi espelho, diz que vai carregar o nome com honra. Não tem frase bonita ali, tem compromisso. Promessa feita no susto da ausência.

Quando ele diz que foi uma morte do jeito que o pai sempre quis, rápida, sem sofrimento, o vídeo muda de temperatura. Não vira alívio, vira aceitação dolorida. Aquela que a gente repete em voz alta tentando convencer o próprio coração.

E então vem a frase que desmonta tudo. A brincadeira imaginada do pai pedindo pra ele parar de chorar, chamando o filho de otário com carinho. É ali que o Brasil inteiro entende quem era Henrique Madeirit. Um pai presente, amoroso, espirituoso, desses que educam com afeto e zoeira.

Henrique Júnior não romantiza a dor. Ele admite que está difícil. Ele chora. Ele tenta se controlar e falha. E justamente por isso o vídeo é tão forte. Porque não pede pena, pede compreensão.

No fim, ele diz que não vão parar. E não é frase de efeito. É continuidade. É filho assumindo o lugar de quem partiu, não para substituir, mas para honrar.

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