Estou em Campos do Jordão, enrolada num casaco que não condiz nem um pouco com o meu guarda-roupa carioca, esperando o fogo da lareira pegar, quando o celular de uma amiga que trabalhou na produção da pré-estreia de Pequenas Criaturas trouxe a notícia que me tirou o frio do corpo na hora.
José Worcman, filho caçula de Carolina Dieckmann, tem 18 anos e uma fama consolidada de nunca dar entrevista. Pois na pré-estreia do novo filme da mãe, no Rio, ele topou conversar com a repórter maravilhosa Monique Arruda, do LeoDias, e falou sobre a relação dos dois fora das câmeras. Disse que ela ensina mais pelo exemplo do que pelas palavras e resumiu a mãe como “a melhor de todas”. José mora em Amsterdã desde o ano passado, pra estudar, e veio ao Brasil especialmente pra acompanhar o evento profissional dela.
O detalhe delicioso é que Carolina não sabia de nada. Descobriu depois, pelas redes, e foi ao Instagram contar que se emocionou ao saber que o filho tinha deixado a timidez de lado por ela, chamando o gesto de presente que não esperava.
E cá entre nós, faz todo sentido a comoção. Carolina criou dois filhos com maridos diferentes, os dois hoje morando fora do Brasil, um nos Estados Unidos e outro na Holanda, e vive claramente aquele momento de ninho vazio que toda mãe teme e ao mesmo tempo comemora. Um filho discreto que rompe o próprio silêncio só pra elogiar a mãe em público não é coincidência: é declaração calculada no momento certo, do jeito mais sincero possível.
Resultado: Carolina ganhou lágrima, o filme ganhou repercussão emocional grátis antes da estreia de dia 23, e eu ganhei manchete direto da serra fria, ainda esperando a lareira esquentar.