Segundo copo de suco de pera, céu fechado lá fora, academia oficialmente cancelada por decisão unilateral minha. Foi aí que uma amiga de Salvador ligou perguntando se eu já tinha visto as fotos. Não tinha visto. Vi. Da Barra ao Leme, passando pela orla inteira de Salvador, não se fala em outra coisa desde ontem.
Vamos combinar uma coisa antes que meio Brasil poste parabéns errado: ninguém casou ainda. Victor Alexandre e Jarline Maria vão subir ao altar no mês que vem, depois de sete anos de namoro, numa ilha particular, com lista curta de parentes e amigos próximos. A data escolhida é a mesma do aniversário de namoro dos dois. A história começou lá atrás, quando ainda estudavam no ensino médio nos Estados Unidos, e sobreviveu a todas as fases em que namoro de adolescente costuma naufragar.

O que já rolou, e é o que está circulando em todo grupo de família do país, foi o ensaio pré-wedding. Em vez de praia, campo ou jardim, o casal posou dentro de uma academia. As imagens são do fotógrafo Yago Mesquita e misturam pose romântica com equipamento de musculação. Os dois explicaram que o cenário representa a rotina real deles, apaixonados por exercício e vida saudável. Jarline usou um vestido exclusivo do estilista baiano Elcimar Badu, que também assinou o terno do noivo, e a produção da noiva ficou com o maquiador Cássio Barreto.

Nas redes, quem conduz a narrativa é a futura sogra. Carla Perez contou aos seguidores que o momento mais marcante dos preparativos foi ver Jarline experimentando o vestido pela primeira vez, e escreveu que ganhou “oficialmente uma filha”. Ela e Xanddy vêm dividindo publicamente cada etapa, coerente com uma família que construiu três décadas de carreira deixando o público entrar em casa. Repare no equilíbrio da jogada: os pais abrem os bastidores da preparação, e a festa em si fica trancada numa ilha, sem convidado excedente e sem celular de desconhecido apontado para o altar.

E tem uma simetria que ninguém comentou ainda. Carla Perez e Xanddy também apostaram cedo, se casaram no comecinho dos anos 2000 e seguem de pé enquanto meio Brasil famoso já trocou de sobrenome três vezes. O filho repetiu o roteiro, com sete anos de namoro e aliança aos 22. Manteve estilista baiano, maquiador baiano e cerimônia longe da imprensa. A única heresia foi trocar o coqueiro pela esteira, e olhe, para uma família que fez fortuna dançando, escolher a academia como cenário simbólico é quase uma declaração de princípios. Agosto que se prepare.