São Paulo acordou com um aviso claro. O Festival Fronteiras São Paulo abriu a venda de ingressos e decidiu estrear na capital sem pedir desculpa por pensar alto. Datas anotadas. 7 e 8 de março de 2026. Endereço conhecido de quem gosta de sair do óbvio. Parque da Água Branca.
Depois de uma edição que rodou boca a boca em Porto Alegre, o festival aterrissa em São Paulo com discurso afiado e programação espalhada por palcos simultâneos, áreas ao ar livre, literatura, música, exposições e conversas que não se escondem atrás de frases neutras. A proposta é ocupar o parque e puxar o público para circular, ouvir, discordar e ficar.
O sábado, dia 8 de março, vem com um recado direto. Pela primeira vez na história do projeto, o palco principal será ocupado apenas por mulheres, justamente no Dia Internacional da Mulher. Nomes que dispensam apresentação e não suavizam ideias. Lilia Schwarcz, Ana Maria Machado, Miriam Leitão, Carla Madeira, Geni Núñez, Socorro Acioli, Miriam Goldenberg, Marcela Ceribelli e Cris Naumovs estão confirmadas para discutir afeto, identidade, criação artística, mundo contemporâneo e tudo aquilo que costuma incomodar quem prefere conversa morna.
O restante da programação também vem forte. Christian Dunker, Luiz Felipe Pondé, Fernando Schüler, Alexander Coimbra, Fabrício Carpinejar, Jana Viscardi, Álvaro Machado Dias, Maria Ribeiro, Katiuscia Ribeiro e Liana Ferraz completam o time que promete gerar assunto para além do evento.
Os ingressos já estão disponíveis no site oficial do festival, a partir de R$ 190, com valores sujeitos a virada de lote. Quem quiser garantir os dois dias pode optar pelo passaporte comum ou pelo premium, que oferece acesso prioritário às palestras e três meses de conteúdo digital da plataforma Fronteiras do Pensamento. Assinantes Fronteiras+ ainda levam desconto generoso.
Em um cenário de debates rasos e timelines barulhentas, o Fronteiras aposta em presença física, conversa longa e ideias ditas sem filtro de rede social. Quem gosta de ouvir gente que pensa diferente sabe o que fazer. Quem prefere unanimidade, talvez estranhe.