Meu amor, eu não tenho estrutura para o que foi esse desfile. A Ferragamo apresentou sua coleção Fall Winter 26 em Milão e aquilo rapidamente deixou de ser só moda para virar um evento social daqueles que todo mundo comenta depois, com brasileiros circulando com intimidade e zero timidez.
Sob a direção criativa de Maximilian Davis, a coleção revisitou os anos 1920 com aquele clima de speakeasy elegante, liberdade estética, alfaiataria afiada e tecidos que pedem postura. Tudo muito sofisticado, muito bem pensado e com cara de luxo que sabe exatamente para quem está falando.

Agora vamos ao ponto que fez meu grupo de WhatsApp entrar em colapso. A presença brasileira. A primeira fila parecia uma extensão do nosso jet set. Não era brasileiro perdido, era brasileiro convidado, integrado, fotografado, tratado como parte do jogo.
Quando Giulia Be apareceu vestindo look da marca, ficou claro que não era visita turística. Ela estava ali com naturalidade de quem já entendeu como funciona o circuito internacional do luxo, segura, confortável, no lugar certo.

E eu preciso falar das Braz, porque aquilo ali foi aula de presença. Silvia Braz surgiu poderosa, usando look da coleção e chamando atenção imediata. Fotógrafo parando, câmera ajustando, aquele tipo de entrada que muda o ritmo do ambiente. Já Maria Braz também marcou presença em outro momento da temporada, vestindo Ferragamo com uma elegância jovem que conversa direto com o mercado internacional.
Teve ainda Lelê Burnier, impecável, segura, ocupando espaço com aquele silêncio elegante que fala alto no mundo da moda. Eu observei tudo com atenção, porque isso não acontece por acaso. Isso é posicionamento.

Nos acessórios, a Ferragamo fez o que sabe fazer melhor. Releituras de modelos icônicos, novas proporções, bolsas com a placa Gancini brilhando na medida certa e aquela vontade imediata de justificar a compra como investimento emocional.
Milão, por algumas horas, teve sotaque brasileiro bem vestido. Conversas cruzadas em português, convites disputados, fotos estratégicas e a sensação deliciosa de que o Brasil não estava ali como figurante. Estava como parte do elenco principal.

E eu, Kátia Flávia, digo com a tranquilidade de quem vive de bastidor. Quando a Ferragamo reúne brasileiros desse calibre, o desfile deixa de ser só moda. Vira um sinal claro de que o nosso jet set já aprendeu a jogar esse jogo internacional com muita elegância.