Ainda aqui no Cosme Velho digerindo a ressaca do fim de semana, recebi foto da Fernanda Motta parada num backdrop holográfico com um “50 anos Brasil” estampado atrás dela, linda, sorrindo, segurando a bolsinha preta com uma calma de quem sabe exatamente o que está fazendo. E o que ela estava fazendo? Indo ver Shakira com dois milhões de pessoas na areia como se fosse o programa mais natural do mundo.
A Fernanda é fã declarada da colombiana e aproveitou a versão expandida da turnê Las Mujeres Ya No Lloran, que percorreu trinta anos de carreira da artista numa única noite. A apresentação foi a maior da história de Shakira. Com esse contexto, ir de camiseta branca com detalhe de renda na barra e calça pantalona preta foi, na verdade, uma declaração de estilo. Minimalismo sofisticado num evento de dois milhões de pessoas tem nome: segurança absurda.
Os brincos grandes fizeram o trabalho pesado do visual, e a bolsa preta completou com eficiência. Nada de look de red carpet, nada de sequin nem glitter de ocasião. Ela foi confortável, elegante e completamente à vontade, que é o que acontece com quem vai a um show pra curtir de verdade, e não pra posar na grade do palco.
Shakira ainda trouxe Anitta, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e Maria Bethânia pro palco. Uma escalação que mistura a mais brasileira das brasileiras com a mais sofisticada da MPB e a mais tradicional do baião. Estava tudo lá. A Fernanda assistiu a isso tudo de camiseta branca e eu, honestamente, respeito muito.
Copacabana entrou pra história no sábado. A Fernanda Motta foi testemunha bem vestida disso.