Eu vou avisando logo, meu bem, porque esse capítulo de Três Graças veio com cheiro de escândalo desde o primeiro minuto. Gerluce começa o dia tremendo de medo de Paulinho, aquele policial correto demais pro gosto dela, resolver fazer perguntas que ninguém quer responder. Desesperada, corre pedir ajuda a Lígia, como quem tenta estancar uma sangria emocional antes que vire caso de delegacia.
E vira. Consuelo vai parar atrás das grades e precisa explicar ao delegado Fausto a origem do dinheiro que caiu na conta como milagre suspeito. Só que milagre em novela sempre tem dedo sujo por trás. Misael não perde tempo e avisa Joaquim e Júnior da prisão, espalhando o pânico como se fosse áudio vazado em grupo de família.
Fausto até tenta fazer pose de autoridade, mas Ferette entra em cena como quem manda no script. Ordena que Consuelo seja solta imediatamente e ainda pede para o delegado seguir a moça. Eu fico passada com a naturalidade do controle, parece chefe de organização paralela, daqueles que dão ordem sem levantar a voz.

Só que o jogo vira, amor. Ferette descobre que Gerluce tentou fazer uma denúncia anônima na delegacia. Aquela ligação mal feita, aquela voz disfarçada que ninguém engana, caiu direto no colo do vilão. A partir daí, Gerluce entra oficialmente na lista negra do terror psicológico.
Enquanto isso, Zenilda acorda para a realidade e descobre, por Zé Maria, que os remédios da fundação são falsos. Falsos, Brasil. Não é erro de logística, é golpe. Zenilda não titubeia e avisa a Xênica e a José Maria que vai até o fim para descobrir toda a sujeira envolvendo Ferette e a Fundação. Eu já amo essa mulher em modo investigadora furiosa.
No meio do caos, Gerluce ainda tem tempo de agradecer Jorginho por ter salvado sua filha, numa cena de gratidão misturada com culpa e medo, porque sabe que a conta vai chegar. E chega também no romance. Paulinho decide cumprir o dever de policial, mesmo que isso custe o namoro com Gerluce. Ele escolhe a farda, ela escolhe o pânico, e o amor fica pendurado por um fio.

Mas o ápice, meu amor, o momento em que o Brasil inteiro engasga com o cafezinho, vem no final. Zenilda flagra Ferette e Arminda na própria cama. Sim, na cama. Não é boato, não é dedução, é imagem estampada na retina. Lençol amassado, traição explícita e o vilão finalmente sem discurso.
Resumo da ópera. Teve prisão manipulada, denúncia descoberta, remédio falso, amor em risco e traição escancarada no quarto. Um capítulo que não economiza veneno e deixa claro que o castelo de Ferette começou a ruir. E eu sigo aqui, colada na tela, porque depois desse flagra ninguém dorme em paz.