Eu piscava para um barraco de celebridade e dei de cara com uma emergência real. Felipeh Campos foi internado nesta quarta-feira, 18, na Beneficência Portuguesa, em São Paulo, depois de apresentar um quadro crítico de dengue. A informação publicada aponta que ele segue em avaliação médica e fora do ar no “Melhor da Noite”, aquele tipo de ausência que muda o clima do estúdio na hora.

O dado que mais acende a sirene, e com razão, é a queda acentuada das plaquetas. Segundo o relato reproduzido pela coluna, Felipeh chegou a 25 mil, um número muito abaixo do patamar considerado seguro e suficiente para classificar o caso como crítico. Aí o assunto sai do campo do susto e entra naquele terreno em que ninguém está com cabeça para perfumaria de camarim.
Na prática, a Band já ficou sem o apresentador na edição desta quarta, porque internação por dengue nesse nível não combina com bancada, maquiagem e opinião afiada ao vivo. E convenhamos, Felipeh é do tipo que ocupa a cena no gogó, no gesto e no comentário atravessado, então a ausência dele pesa. Programa de TV sente rápido quando uma peça central sai do tabuleiro.
Eu, que adoro um drama pop, aqui baixo o leque e deixo só o factual com uma prece laica de colunista fofoqueira. O caso é sério, houve internação, monitoramento e afastamento imediato do trabalho. No meio de tanta novela fabricada, a vida real às vezes entra sem trilha sonora e pede respeito.