Eu acordo, pego o celular e lá está ele de novo no noticiário. Felipe Prior voltou ao centro do palco depois que a Justiça de São Paulo decidiu manter sua absolvição em um processo por estupro relacionado a um episódio ocorrido em 2018, durante jogos universitários no interior paulista. A decisão foi unânime na 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, com o entendimento de que não houve comprovação de responsabilidade criminal naquele caso específico.
O processo corre sob segredo de Justiça, o que já deixa o clima mais tenso que final de paredão. Desde que as acusações vieram a público, Prior sustenta que a relação foi consensual. O tribunal manteve essa leitura agora, e a defesa informou que não irá se manifestar. Ainda cabe recurso, detalhe importante que impede qualquer roteiro de encerramento definitivo.
Só que a história não para aí, porque nunca para. O ex BBB ainda enfrenta outras frentes judiciais. Em janeiro deste ano, o Superior Tribunal de Justiça manteve uma condenação de oito anos de prisão, em regime inicial semiaberto, por um caso que teria ocorrido em 2014, em São Paulo. A defesa tenta reverter essa decisão nas instâncias cabíveis. Existe também uma terceira ação aguardando julgamento, o que mantém o nome dele circulando entre manchetes, comentários e discussões inflamadas.
O que eu vejo é o velho fenômeno do reality que não termina quando a edição acaba. A fama conquistada na televisão virou lupa permanente. Qualquer movimento jurídico vira debate público, qualquer decisão judicial vira combustível para torcida organizada, indignação seletiva e análises feitas no grito.
A Justiça fala nos autos. A internet fala alto. E Felipe Prior segue nesse limbo estranho, onde sentença, recurso e opinião pública caminham juntas, tropeçando uma na outra, enquanto o país acompanha tudo como se fosse mais um capítulo de novela pesada, sem trilha sonora alegre e sem intervalo comercial para respirar.