Acordei aqui em Bari neste sábado ainda processando o que escrevi ontem sobre a morte do Oscar Schmidt, e o celular já amanheceu com a atualização que o Brasil inteiro esperava: a despedida aconteceu. Discreta, fechada, exatamente do jeito que a família quis.
Oscar Schmidt foi cremado em cerimônia íntima, restrita aos parentes mais próximos. A assessoria confirmou a informação, e a família reforçou em nota pública que não haverá velório aberto nem outras cerimônias de despedida. O Mão Santa saiu do mesmo jeito que viveu dentro de quadra: sem precisar de palco pra ser grandioso.



Na nota publicada no perfil oficial do ex-atleta, os familiares agradeceram as inúmeras mensagens de apoio recebidas desde a morte do jogador, na sexta-feira, e fizeram um pedido claro: respeito e privacidade. Sem detalhes adicionais, sem datas, sem endereço. A despedida era deles.
Essa escolha diz muita coisa. Numa era em que tudo vira transmissão ao vivo, a família de Oscar optou pelo luto real, o luto de verdade, sem câmera, sem story, sem legenda. É uma decisão que merece ser honrada sem questionamento.
Que a terra, ou o vento, seja leve pra você, Oscar.