Amores, senta que lá vem história, e não tem punchline no final. Longe do clima leve do programa que apresenta, Fábio Porchat entrou numa briga judicial daquelas, ao lado do pai, também chamado Fábio Porchat. O motivo, uma acusação pública de fraude na Lei Rouanet que caiu como bomba nas redes a informação é minha” best” , Fábia Oliveira.
Tudo começou quando Lázaro Henrique Pereira publicou, na rede social X, antigo Twitter, que a família estaria envolvida em irregularidades com recursos públicos. O post ganhou tração, virou burburinho e atravessou a linha do aceitável. Resultado, processo na mesa, nome limpo em risco e reputação sendo defendida com unhas, dentes e advogado.
Segundo a ação, a acusação é falsa. Pai e filho afirmam que seus nomes, empresas e representantes não aparecem no inquérito que deu origem à Operação Boca Livre, deflagrada pela Polícia Federal para investigar desvios de verba. Mais do que isso, documentos públicos indicariam que as empresas ligadas à família são proponentes regulares no Ministério da Cultura, sem pendências ou restrições. Traduzindo, tudo dentro das regras, nada debaixo do tapete.
A Justiça, ao menos por enquanto, deu um sinal claro. Após negativa inicial, uma liminar foi concedida em grau de recurso, determinando a retirada do conteúdo acusatório do ar. O post caiu. E caiu com força.
Agora, o pedido é ainda mais direto. Ao final do processo, Fábio Porchat e o pai querem indenização de R$ 40 mil, sendo metade por danos morais. Não é só dinheiro, é recado. Nome não é brinquedo, acusação não é piada, e internet não é terra sem lei.
Por que isso importa
Porque fama não imuniza ninguém contra fake news. Porque reputação se constrói em anos e pode ser arranhada em segundos. E porque este caso joga luz num ponto essencial, responsabilidade ao acusar e consequência ao afirmar.