Menu
Kátia Flávia
Kátia Flávia

Exposição de fotografias analógicas “Os filhotes aprendem a nadar” continua na Galeria A Pilastra, no Guará (DF) 

Mostra fica disponível até 25 de outubro, com entrada gratuita, reunindo fotografias analógicas e instalação em Super 8 da artista Ana Luiza Meneses

Kátia Flávia

15/09/2025 14h30

foto lucas basílio

Ana Luíza é a artista que reuniu fotografias analógicas e uma instalação em Super 8. (Foto: Lucas Basílio)

Gente, meu grupo de amigas de Brasília no WhatsApp está bombando! Estão todas combinando de ir a uma exposição de fotografia na Galeria A Pilastra, no Guará. Claro que eu já pedi para a minha assistente checar as passagens para Brasília.

A Galeria A Pilastra, no Guará–DF, recebe o público na exposição “Os filhotes aprendem a nadar”, da fotógrafa e realizadora Ana Luiza Meneses. A mostra convida visitantes a vivenciar em primeira mão uma série de fotografias analógicas e uma instalação em Super 8 que atravessam temas como corpo, casa, memória e pertencimento. O projeto tem curadoria de Elisa Freitas e Silvino Mendonça e patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF).

cartaz osfilhotes final
Cartaz da exposição “Os filhotes aprendem a nadar”. (Foto: divulgação)

A exibição marca a ocupação de três salas da galeria: duas com imagens em 35mm e uma dedicada à instalação. Entre autorretratos, performances e registros íntimos, a artista provoca reflexões sobre passagem, luto, amadurecimento e permanência — sentimentos condensados no título da mostra, inspirado em processos silenciosos e profundos de aprendizagem.

“Fotografar em película é uma forma romântica de tentar capturar o tempo. A luz literalmente toca e desenha a matéria. Quando fotografei minha mãe e revelei o filme meses depois da morte dela, vi tudo com um impacto imenso. Mesmo sem fotômetro, as imagens estavam perfeitas. É quase espiritual o negócio”, compartilha Ana.

Além da experiência estética, a noite de abertura será também um reencontro afetivo entre a artista e o Guará, onde nasceu e desenvolveu boa parte de sua trajetória. “Ganhei o edital na linha regionalizada e era exatamente o que queria: fazer arte na QE 40 do Guará. É um lugar que, com toda sua estética e suas contradições, molda minha identidade artística”, diz.

Para a Galeria A Pilastra, que atua como espaço independente e formativo para artistas periféricos e dissidentes, receber a mostra é reafirmar seu compromisso com a arte enraizada no território. “Receber a exposição ‘Os filhotes aprendem a nadar’ reforça o papel da Pilastra como espaço de memória, afeto e reconhecimento. A proposta sensível e potente da Ana dialoga com nossos princípios curatoriais e com o desejo de descentralizar os olhares no campo da arte contemporânea”, afirma Geovanna Belizze, produtora de comunicação da galeria.

Gente, acho super chique e conceitual a exposição de fotografias analógicas hoje em dia. Me lembro dos velhos tempos.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado