O cantor Rogério Valença, ex-vocalista da Calcinha Preta, morreu aos 55 anos em Aracaju, nesta segunda-feira (31). A causa da morte não foi divulgada. O artista enfrentava uma insuficiência renal e aguardava um transplante de rim.
Eu tinha acabado de correr para desligar o fogo do almoço, que quase virou carvão por causa do telefone, quando a notícia chegou. Aí não há conversa de grupo, foto nova ou fofoca de Gávea, Joá e Barra que consiga competir com o peso de uma despedida dessas.

Natural de Garanhuns, em Pernambuco, Rogério construiu uma trajetória importante no forró eletrônico. Além da passagem pela Calcinha Preta, ele também integrou a Caviar com Rapadura e, nos últimos anos, seguia nos palcos com a banda Raio da Silibrina, mesmo enfrentando limitações de saúde.
Deixei a panela de lado por um minuto e fui procurar as lembranças dele nas redes. É sempre assim: quando um artista parte, o público começa a revisitar vídeos, músicas, fotos de palco e aqueles momentos que pareciam corriqueiros enquanto ainda havia tempo.
A Raio da Silibrina publicou uma nota de pesar e resumiu a dor da despedida: “Ficam a saudade, as lembranças dos momentos vividos e a gratidão por tudo que ele representou. Que Deus conforte o coração de toda a família, amigos e de todos que estão sentindo essa perda”.

O nome de Rogério é ligado a uma geração que ajudou a transformar o forró em espetáculo de multidão, com repertório, estrada e uma legião de fãs que carregam essas canções na memória. Não é uma despedida pequena para quem cresceu ouvindo esse som.
Voltei para a cozinha, mexi no almoço e fiquei pensando como a vida é danada: em uma hora o celular está fervendo por causa de uma foto, na outra traz uma notícia que faz a gente baixar o volume de tudo. Aos familiares, amigos e fãs de Rogério Valença, fica o abraço e a saudade que a música dele deixa.