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Kátia Flávia
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Ex-jogadora de futsal, Marcela Soares recusa clube europeu por tentar censurar sua carreira +18

Marcela Soares conta que rejeitou proposta milionária pra jogar na Europa

Kátia Flávia

23/07/2025 18h30

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Marcela Soares recusa time europeu por não aceitar ocultar carreira +18. (Foto: divulgação)

Amores, estou descansando no intervalo do beach tennis com as amigas, quando uma delas me conta que uma criadora de conteúdo adulto e ex-jogadora de futsal sofreu uma tentativa de censura. Ela poderia estar prestes a se tornar a nova estrela do futsal europeu, mas escolheu algo ainda mais raro no mundo dos contratos milionários: sua liberdade. Marcela Soares, de 21 anos, diz que recusou uma proposta internacional após uma reunião virtual que aconteceu nesta terça-feira (22).

O motivo? Embora o time afirmasse respeitar sua trajetória nas plataformas como Privacy e OnlyFans, a proposta continha uma cláusula exigindo que ela nunca comentasse publicamente sobre sua carreira no universo +18 enquanto estivesse no clube.

“Achei engraçado no começo. Eles disseram que me admiraram minha história, que respeitavam meu trabalho como criadora, que entendiam o novo momento do esporte e da internet… e, no fim, queriam me calar. O clube queria minha performance, minha estética, minha audiência. Mas não a minha realidade. Falaram que concordavam com minha carreira +18, mas eu não poderia falar”.

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Marcela Soares prioriza sua liberdade em vez de contrato no futsal europeu. (Foto: divulgação)

Marcela ganhou projeção após ser dispensada de um time brasileiro justamente por vender conteúdos sensuais na internet. Desde então, se tornou uma revelação nos sites adultos e símbolo de uma nova geração de mulheres que não se escondem para faturar com sua imagem.

A proposta do clube europeu incluía salário alto, moradia no exterior e até bônus por performance. Mas também impunha silêncio absoluto sobre sua atuação como modelo sensual e criadora de conteúdo adulto. Ela negou logo de cara e nem chegou a receber a minuta do contrato.

“Disfarçaram de liberdade, falaram que o esporte é muito conservador e que esse tipo de assunto fica fora das quadras, mas era censura. Me tratavam como ‘influencer’ no privado e queriam que eu fosse ‘atleta recatada’ em público. Recusei na hora. Se para jogar lá eu tivesse que me apagar, prefiro continuar sendo inteira aqui”, diz.

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A atleta, de 21 anos, já foi expulsa do time em que jogava após criar perfil em plataforma de conteúdo adulto. (Foto: divulgação)

Hoje, Marcela fatura 100 vezes mais com conteúdos adultos do que ganhava como jogadora no Brasil. No início da carreira, por exemplo, ela chegou a receber apenas R$ 500 por mês. Apesar da recusa, ela garante que continua aberta a propostas — desde que venham sem censura.

“Eu jogo, sim. Mas só onde me respeitam por completo. Meu corpo, minha história e meu discurso são uma coisa só. Quem quiser só a embalagem, pode procurar outra ou só assinar meu conteúdo. Por enquanto meu foco é nas plataformas, até porque estou me recuperando de uma cirurgia no joelho”.

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