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Kátia Flávia
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Ex de Vorcaro, Martha Graeff: ‘Fui linchada pra desviar o foco de quem devia ser investigado’

A ex-noiva de Vorcaro gravou o depoimento mais duro do escândalo Master e apontou, sem rodeios, para quem jogou suas mensagens na internet e por quê

Kátia Flávia

08/04/2026 15h26

Ex de Vorcaro, Martha Graeff: ‘Fui linchada pra desviar o foco de quem devia ser investigado'

Ex de Vorcaro, Martha Graeff: ‘Fui linchada pra desviar o foco de quem devia ser investigado’

Eu estava descendo pro sul quando minha amiga Cláudia me mandou o link sem texto, só um ponto de exclamação. Já sei o que isso significa. Parei tudo, abri o vídeo e assisti até o final sem mexer no celular uma vez. Pra quem me conhece, isso é declaração de estado de emergência.
Martha Graeff, a ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sentou na frente de uma câmera e disse tudo que ficou engolido por semanas.

Ela deixou claro que não foi falar pra se defender de quem já decidiu condená-la, nem pra responder os milhares de comentários que pipocaram sobre ela na internet. Foi falar porque ela sempre foi assim, sempre conversou abertamente com quem a acompanha, e agora mais do que nunca ela precisava que a versão dela fosse dita por ela mesma, com as suas palavras. E aí ela soltou a frase que é o coração de tudo: as mensagens íntimas entre ela e o noivo foram vazadas pra desviar o foco de quem realmente deveria estar sendo investigado.

Colocaram o holofote numa mulher que não tinha nada a ver com fraude financeira, com milícia privada, com esquema bilionário, pra tirar o holofote de quem tinha. Ela chamou isso de covardia. E tinha razão.

O que Martha descreveu no vídeo é uma linha do tempo que precisa ser lida com atenção. Ela saía de um casamento de treze anos. Estava em pedaços, vulnerável, e começou a receber carinho, atenção, presença. Se apaixonou. Se entregou. Confiou. O relacionamento era à distância porque ela mora fora do Brasil há mais de vinte anos, então tudo vivia no WhatsApp, em mensagem, em áudio, em vídeo. E foi exatamente esse arquivo de intimidade que a Polícia Federal encontrou no celular de Vorcaro durante a Operação Compliance Zero e que, por um caminho que está sendo investigado por ordem do próprio STF, acabou na imprensa e nas redes. Martha disse que não sabia que ele era investigado. Disse que ninguém sabia, que nem os órgãos reguladores, nem os clientes do banco, nem as pessoas do meio financeiro. E disse que seu patrimônio hoje é idêntico ao de antes do relacionamento, que não organizou festas nem viagens atribuídas a ela, e que o noivado em Roma foi iniciativa dele.

Confira o vídeo:

O que mais machucou, e ela deixou isso claro no vídeo, foi ver mulheres que se dizem feministas e espirituais usando o nome dela pra surfar engajamento no meio de uma violência dessas. Uma mulher sendo destruída publicamente por mensagens íntimas com o próprio noivo virou combustível de conteúdo. Martha não disse os nomes. Não precisou. Quem acompanhou o escândalo sabe exatamente de quem ela está falando.

Ela encerrou o vídeo com a consciência tranquila e prometeu seguir em frente como sempre fez depois de cada queda. Tem uma filha de seis anos. Tem uma vida construída fora do Brasil por mais de duas décadas. E tem agora um depoimento gravado que, independente do que cada um pensa do caso Vorcaro, coloca em cena uma questão que não some: o que justifica vazar as mensagens íntimas de uma mulher que não é investigada, não é alvo, não é ré de nada? Essa pergunta a Martha fez. E por enquanto ninguém respondeu.

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