Acabei de chegar em Veneza, a vaporetto ainda balançando embaixo dos meus pés, quando o telefone vibrou com uma notícia que prefereria ter lido depois de me instalar no hotel: Pedro Henrique Espindola, o ex-BBB 26 expulso após tentar beijar uma colega de confinamento, foi internado novamente por crise de saúde mental.
A família confirmou nas redes, a Prefeitura de Colombo emitiu nota, e o assunto tomou o feed da manhã com aquele peso que fofoca nenhuma tem.
Os fatos, na ordem: no fim de semana, Pedro se envolveu numa confusão dentro de uma barbearia em Curitiba. Segundo a advogada que representa o rapaz, ele estava acompanhado de um amigo, se serviu de um refrigerante e foi abordado de forma hostil por um frequentador que disse tê-lo reconhecido como “abusador”. A situação escalou para agressão física por parte de funcionários do local.
Logo depois, Pedro foi atendido na UPA de Curitiba e então internado, após apresentar alterações comportamentais que, segundo a nota da prefeitura, representavam risco à sua própria integridade física.
O vídeo da confusão na barbearia circulou rapidamente nas redes, os comentários se dividiram entre indignação com a agressão e julgamentos sobre o histórico dele no BBB, e a família ficou em silêncio além da confirmação da internação. Nenhum posicionamento adicional até o momento, e a prefeitura deixou claro que não vai dar mais detalhes por sigilo de saúde.
O que precisa ser dito com clareza: o histórico de Pedro no BBB foi grave e gerou consequências justíssimas, incluindo a expulsão. Mas uma pessoa em crise psicótica sendo agredida fisicamente numa barbearia não é justiça popular, e confundir as duas coisas é um erro que o feed brasileiro comete com frequência assustadora. A advogada dele usou a expressão “violência coordenada” para descrever o episódio, e o que circula em vídeo sustenta essa leitura.
A internação é a segunda, o que indica que Pedro segue num processo de tratamento que ainda não encontrou estabilidade. Aqui em Veneza, onde a cidade inteira parece flutuar sobre algo que não deveria sustentar tanto peso, fica fácil pensar em como algumas estruturas cedem antes do que a gente espera. A família pediu respeito, a prefeitura pediu sigilo, e eu deixo o pedido registrado antes de subir as malas: crise de saúde não é pauta de linchamento.