Se alguém entrou no Big Brother Brasil 26 tentando bancar o arrependido zen, esse alguém definitivamente não é Alberto Cowboy. Ele chegou direto, sem verniz, sem desculpa e sem filtro. Fui o vilão. Disse. Repetiu. Sustentou. Quase pediu trilha sonora de novela das nove.
Cowboy sabe exatamente onde pisa. Nas conversas com os brothers, revive o BBB 7 como quem folheia um álbum de tretas premiadas, relembra a guerra particular com Diego Alemão e assume que jogou frio, calculado e pouco preocupado com a plateia emocionada do sofá. Ele não se descreve como mal interpretado. Ele se descreve como vilão mesmo, com orgulho vintage e memória afiada.
A diferença é que o personagem voltou atualizado. O discurso agora vem acompanhado de currículo de vida real. Cowboy conta que mora em Orlando, é casado, padrasto, trabalha com venda de carros e deixou para trás a fase de restaurante e negócios em Belo Horizonte. O peão de reality virou homem de família internacional, mas sem apagar o passado que o transformou em lenda da discórdia.

Dentro da casa, ele circula como quem sabe que virou referência. Os mais novos escutam. Os mais atentos observam. Cowboy fala com a tranquilidade de quem já foi odiado em rede nacional e sobreviveu. O rótulo não pesa. Ele veste como figurino clássico, desses que nunca saem de moda no BBB.
Aos 49 anos , Alberto Cowboy retorna menos impulsivo, mais consciente e igualmente provocador. Não pede absolvição, não busca redenção e não tenta parecer fofo. Ele entrega exatamente o que promete desde 2007. Conflito, memória e aquele leve sorriso de quem sabe que, goste ou não, o vilão sempre rende mais capítulo.