Meu povo, eu juro que eu tentei começar o dia sendo uma pessoa centrada, mas Êta Mundo Melhor! me puxou pelo cabelo com uma cena que é puro Brasil, com burro, biscoito, criança e vilã querendo holofote. Eu tive que sentar pra processar porque Candinho finalmente recupera Policarpo, e a Baronesa aparece para fazer o que ela faz melhor. Roubar a cena e posar como santa.
Depois de uma mobilização que levou a fábrica a vender 200 mil pacotes de biscoitos, Policarpo volta para os braços de Candinho. No capítulo desta quarta, o matuto comemora o reencontro com o amigo ao lado das crianças, naquela energia de alegria simples que dá vontade de bater palma com o coração mole.

Só que alegria em novela dura pouco, meu amor. A Baronesa, que também atende por Sandra, surge no meio da comemoração acompanhada de Ernesto e Olga, com aquela postura de quem chegou para “abençoar” o momento, mas na verdade quer se enfiar na foto e virar dona da narrativa. Ela tenta transformar o retorno do burro em gesto de generosidade dela, como se tivesse buscado Policarpo com as próprias mãos e ainda tivesse oferecido água em taça de cristal.
Candinho deixa claro que quem trouxe Policarpo de volta foi ele, e eu amo quando o matuto fala as verdades com tranquilidade, porque isso desmonta a pose do vilão sem ele precisar levantar a voz. Mesmo assim, para posar como benfeitora, a Baronesa insiste em tirar fotos ao lado deles. Insiste mesmo. Quer câmera, quer registro, quer prova material para usar depois, porque vilã adora um troféu em forma de imagem.

Candinho, contrariadíssimo, aceita participar e chama as crianças, porque ele é incapaz de transformar festa em barraco, mesmo quando a provocação está pedindo. Eu, Kátia, não teria essa estrutura, mas ele tem. Candinho é aquele tipo de personagem que engole o sapo sorrindo e ainda oferece biscoito.
Depois da encenação fotográfica, a Baronesa solta um comentário enigmático sobre a sorte de Candinho, daquele jeito que parece ameaça embrulhada em açúcar. Candinho responde com sua fé e simplicidade, e isso irrita ainda mais quem vive de maldade, porque gente boa é o maior gatilho emocional do vilão.
Assim que ela se afasta, Candinho confessa que sentiu algo ruim passar por ali. E eu entendo, porque quando a Baronesa aparece querendo ser protagonista de alegria alheia, é sinal de confusão chegando. De longe, Sandra observa a cena visivelmente irritada, alimentando ainda mais a rivalidade com o pai de Samir. Meu povo, o burro voltou, mas a paz não. E eu já estou com a taça na mão esperando o próximo capítulo.