Eu vou respirar fundo porque esse capítulo veio com drama em modo turbo, Brasil. Candinho resolveu que a solução da vida era pegar Samir, chamar Dita e Joaquim, enfiar todo mundo na estrada e partir rumo ao Rio de Janeiro como se estivesse fugindo de paparazzi em Malibu. Só que, claro, ninguém foge impunemente numa novela dessas, ainda mais com Zulma farejando confusão como quem sente cheiro de escândalo a três quilômetros.
Enquanto isso, no núcleo do barraco fino, Estela perde completamente a compostura e parte pra agressão contra a Baronesa, também conhecida como Sandra, porque aqui ninguém resolve nada com conversa. É tapa, grito, ofensa e aquele clima de salão nobre virando ringue de Vale Tudo. Estela ainda corre contar tudo pra Celso, toda machucada de honra e ego, mas é flagrada por Túlio, que pega os dois juntos de novo e já começa a montar o dossiê mental do escândalo.

Zulma, que não é boba nem nada, junta as peças rapidinho. Deduz que Candinho fugiu com Samir direto pro Rio e resolve elevar o nível do caos. Vai ao delegado e faz a denúncia com aquele ar de quem diz “não queria, mas fui obrigada”. A partir desse momento, a fuga deixa de ser romântica e vira perseguição oficial, com sirene imaginária tocando na cabeça de todo mundo.
No meio desse furacão, Araújo resolve abrir o jogo com Haydée e revela as condições impostas por Janete para interromper o processo contra a irmã. Ou seja, chantagem emocional, jurídica e moral servida num prato fundo. Haydée ouve tudo com aquela cara de quem percebe que está cercada por gente perigosa, mas ainda não sabe qual faca vem primeiro.
E como se não bastasse, Lourival entra em modo protetor e pede ajuda a Lúcio para preservar Doris River, porque até celebridade fictícia precisa de assessoria de crise nessa novela. Todo mundo escondendo alguém, protegendo alguém ou traindo alguém. Organização zero, tensão máxima.

O auge do surto vem na estrada. Dita avista a polícia, o clima fecha, o silêncio pesa e Candinho entra em pânico achando que Zulma finalmente os encontrou. Eu juro que dá pra ouvir o coração batendo mais alto que o motor do carro. É aquele momento clássico em que o destino estaciona no acostamento e pergunta “vai correr ou vai encarar”.
Resumo da ópera, meu bem. Teve fuga, agressão, denúncia, revelação venenosa, polícia no encalço e gente errada no lugar errado. Um capítulo que não avança devagar, ele atropela. E eu, como boa noveleira surtada, já tô pronta pro próximo porque depois desse caos ninguém sai ileso.