Eu estava saindo de um beach club, tentando convencer meu cérebro de que água com gás também hidrata ressaca de Ibiza, quando chegou a lista do time do pop do Estrelas da Casa. Gente, mal bati o olho e já entendi o movimento da Globo. Tem desconhecido, claro. Mas também tem gente que o público olha e pensa: “esse eu conheço de algum lugar”.
Bruno Gadiol larga na frente justamente por isso. Muita gente lembra dele do TV Xuxa, de Malhação e da banda Fly. É o tipo de participante que entra sem precisar gastar os primeiros capítulos explicando quem é. A televisão adora esse atalho e o público também.


Só que o elenco vai além do rosto conhecido. Tem Peu Heise, músico formado e multi-instrumentista. Gabriel Nandes chega com experiência como compositor e trabalhos ao lado de Xamã. Yudchi traz anos de teatro musical, formação internacional e uma bagagem que mistura canto, dança e atuação. Enzo Cespom, Rob Miranda, Filgueira e Álec completam um grupo que passou longe daquela ideia de cantor fabricado para reality.


O que mais me chamou atenção foi outra coisa. Enquanto o pagode apostou em histórias populares, bares, igrejas e redes sociais, o pop veio carregado de conservatórios, musicais, bandas independentes e artistas que estudaram música durante anos. Parece uma disputa de estilos, mas também de formação.


Agora a câmera faz o resto. Currículo impressiona assessor de imprensa. Público gosta mesmo é de gente que segura o palco quando a luz acende e a edição resolve esquecer o diploma na gaveta. É aí que reality deixa de ser release e vira televisão.
