Estou aqui na Costa Amalfitana e essa notícia chegou como chegam as que param tudo: sem aviso, sem preparação, com aquele peso que a gente sente antes mesmo de terminar de ler. Matheus tinha 24 anos, era engenheiro eletricista, não bebia, não fumava, mantinha os exames em dia. Era o tipo de rapaz que faz tudo certo, que planeja, que cuida. Casou num sábado no Setor Vila Maria Dilce, em Goiânia, cercado de quem amava.
Na madrugada de domingo, passou mal. No dia seguinte, seu corpo foi velado na Funerária Paz Universal. A cerimonialista do casamento, Adriana Ramos, publicou um vídeo da celebração e escreveu que o dia 28 de março ficará para sempre marcado como um dos dias mais lindos da vida dele, ao lado de Ana Karolina, numa união sonhada e escolhida. Horas depois, era o dia mais pesado da vida de todos que estiveram lá.
A irmã dele, Debora Fernanda, precisou usar as redes para pedir calma diante da repercussão e explicar que o laudo do IML tem prazo de até 30 dias para ser concluído. Que a família ainda não sabe o que aconteceu. Que estão de luto sem ter ainda todas as respostas. Há algo particularmente cruel em ter que administrar a dor e a internet ao mesmo tempo.
Aqui da Costa Amalfitana, onde o mar não para por nada, eu paro. Pela Ana Karolina, pela família do Matheus, por todos que dançaram no sábado e choraram no domingo. Que ele descanse com a paz que merecia ter tido por muito mais tempo.