Eu vou ser muito honesta com vocês, meus amores. Domingo de tarde sem identidade clara é uma coisa que me deixa nervosa. E foi exatamente por isso que eu gostei do que a Eliana está fazendo agora na Globo. Ela não chegou pedindo desculpa, chegou abrindo a porta da sala e dizendo pode entrar, a casa é sua.
A partir de março, Eliana estreia Em Família com Eliana e transforma o domingo em uma grande reunião familiar televisionada. Tem música, tem história, tem disputa no palco e tem aquele clima de gente real contando a própria vida sem filtro de glamour excessivo. E isso, hoje em dia, vale ouro.
A dinâmica é daquelas que funcionam porque parecem simples. Eliana viaja pelo Brasil, visita famílias musicais famosas, entra na casa de artistas, puxa memórias, provoca emoção e depois leva tudo para o palco. Ali, famílias de diferentes regiões do país se apresentam, contam suas histórias e competem com o apoio da plateia e de jurados conhecidos.

Eu achei especialmente esperto o jeito como a música vira fio condutor de tudo. Não é só cantar por cantar. É entender o que aquela música salvou, o que ela mudou, o que ela representou para aquela família. E aí surgem histórias que batem direto no coração do público, daquele jeito que domingo gosta.
A plateia não fica decorativa, participa mesmo. Torce, reage, interfere. Eliana, que sempre teve essa conexão direta com o público, volta a ocupar esse lugar com naturalidade. Dá pra sentir que ela estava com saudade desse contato ao vivo, desse barulho humano que programa de domingo precisa ter.

E se você acha que para por aí, não para. O projeto ainda ganha um spin off no GNT, Em Família com Eliana Pode Entrar, onde ela aprofunda as visitas, entra nos cantos das casas e conversa sem pressa sobre vida, relações e intimidade. É quase aquele papo de fim de noite, só que com câmera ligada.
No fim das contas, a Globo faz uma aposta clara em afeto, memória e identificação. E Eliana entrega exatamente isso, sem forçar, sem parecer fora de época. Domingo vira festa, mas daquelas que todo mundo reconhece. Com música, emoção e gente de verdade.
E sim, eu assistiria com a família inteira. Até com parente que eu não gosto.