Tem muita gente famosa tentando se encontrar no TikTok. Algumas tropeçam, outras insistem e poucas realmente entregam. Por isso, a presença de Eliana no ranking de publis da plataforma chama atenção de quem olha dados antes de olhar curtida.
O levantamento foi feito pela Zeeng, empresa especializada em monitoramento e benchmark de redes sociais, e analisou a média de visualizações em conteúdos publicitários no TikTok durante o mês de janeiro. O critério é simples e pouco sentimental, performance real em post pago.

No meio de creators nativos, acostumados a falar com a câmera como quem fala com amigo no sofá, aparece uma apresentadora de TV aberta com números competitivos. Isso não acontece toda semana. Aliás, quase não acontece.
O TikTok costuma ser ingrato com quem vem da televisão. Texto ensaiado demais, postura rígida e timing fora do ritmo da plataforma costumam cobrar seu preço. Quando um nome tradicional consegue atravessar essa barreira, o mercado presta atenção, porque não se trata de fama herdada, mas de adaptação prática.

O dado interessa especialmente a marcas e agências. Em publis, audiência sem entrega vira custo alto. O ranking da Zeeng aponta que Eliana consegue transformar autoridade construída fora do digital em resultado mensurável dentro da lógica algorítmica, algo que muitos tentam e poucos sustentam.
Não é um episódio isolado nem um pico de curiosidade. A média de visualizações indica constância, leitura de formato e entendimento de linguagem. Para anunciantes, isso significa previsibilidade, alcance e menos risco na escolha do rosto da campanha.

Enquanto a creator economy segue concentrada em nomes que nasceram na internet, casos como esse mostram que a fronteira entre TV e redes não acabou, ela ficou mais exigente. Quem entende o jogo, joga. Quem não entende, vira figurante com milhões de seguidores e pouca entrega.