Eu adoro quando o mundo corporativo resolve brincar de novela das nove, porque aí eu me sinto em casa. A Eletromidia, aquela gigante dos outdoors que piscam para você no trânsito, resolveu dar uma sacudida elegante na operação comercial de São Paulo. Nada de sirene, nada de drama explícito, mas aquele movimento clássico que faz todo mundo levantar a sobrancelha no café da manhã.
No centro do palco surge Sergio Fridman, ex-FNazca, Saatchi & Saatchi, DM9 e Publicis, currículo que entra numa sala antes da pessoa. Ele assume a Diretoria Comercial de Desenvolvimento com ar de quem veio organizar a casa, alinhar discurso e dar aquela polida estratégica que o mercado adora fingir que entende.
Ao mesmo tempo, Danilo Turlão ganha nova missão e passa a comandar a Diretoria Comercial de Expansão II. Tradução livre da Kátia. Ele vira o caçador oficial de anunciantes com apetite grande, desses que farejam crescimento a quilômetros de distância.
O texto fala em foco total na jornada do cliente, inteligência de dados, eficiência de plataforma. Eu leio isso como reorganização de poder com verniz técnico, coisa fina, coisa de quem sabe jogar o jogo sem derrubar taça de champanhe.

Reestruturação desse tipo sempre manda recado. A Eletromidia quer acelerar, quer mostrar musculatura e quer deixar claro que São Paulo segue como vitrine premium do negócio. Para quem observa de fora, soa como capítulo novo, com personagens bem escolhidos e roteiro ensaiado.
Eu fico aqui imaginando os bastidores, as reuniões longas, os olhares atravessados e os elogios elegantes cheios de cálculo. Corporate drama do melhor tipo, com power point, café ruim e egos muito bem passados a ferro.